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Câmara dos Representantes dos EUA aprova projeto de lei com nove mil milhões de dólares em apoio à Ucrânia

Homem com faixa azul e amarela vota numa reunião formal numa sala de conferências com várias pessoas.

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que poderá disponibilizar nove mil milhões de dólares em apoio à Ucrânia e, em paralelo, aplicar sanções a setores-chave da economia da Rússia. A proposta, apresentada pelo democrata Gregory Meeks, passou na quinta-feira por 226 votos a favor a 195 contra, apesar das objeções dos líderes republicanos que alertaram que iria prejudicar as negociações de paz.

O que prevê o projeto de lei de apoio à Ucrânia

O texto legislativo prevê mais de mil milhões de dólares (861 milhões de euros) em ajuda destinada à segurança e à reconstrução da Ucrânia, bem como mais oito mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros) para a defesa do país, através de empréstimos.

Divergência com Donald Trump na política externa

A votação foi interpretada como um sinal de impaciência com a abordagem do Presidente norte-americano à guerra e constituiu a segunda grande divergência da Câmara com Donald Trump em matéria de política externa esta semana.

Na quarta-feira, a câmara baixa do Congresso aprovou, pela primeira vez, uma resolução sobre os poderes de guerra com o objetivo de travar a ação militar dos EUA contra o Irão. “Todos queremos que esta guerra termine”, disse Gregory Meeks. "A questão é como. Vamos abandonar a Ucrânia e forçá-la a um acordo terrível? É com isto que (o Presidente russo) Vladimir Putin conta. Ou será que esta Câmara vai cumprir os compromissos que assumimos desde o início desta guerra?" questionou o democrata.

Resistência republicana e resultados da votação

A grande maioria dos republicanos opôs-se à medida. French Hill, presidente da Comissão de Serviços Financeiros da Câmara, avisou que a proposta contempla menos financiamento para a assistência de segurança à Ucrânia do que aquilo que o Congresso tinha acordado no âmbito da política de defesa deste ano. Acrescentou ainda que outra secção poderia conduzir a uma redução das despesas com defesa por parte de alguns membros da NATO.

No desfecho, 18 republicanos, 207 democratas e um independente votaram a favor do projeto de lei. A democrata Ilhan Omar juntou-se a 194 republicanos e votou contra. Os apoiantes contam que a aprovação do projeto sobre a Ucrânia na Câmara aumente a pressão sobre o Senado (câmara alta) para avançar na mesma direção. Ainda assim, reconhecem que o Senado provavelmente não concordará, a menos que Trump subscreva o projeto de lei.

Guerra na Ucrânia e negociações no Senado

A guerra que se seguiu à invasão em grande escala da Rússia ao país vizinho prolonga-se há mais de quatro anos, sem um desfecho à vista. Nos últimos dias, ambos os lados procuraram ganhar vantagem com ataques com mísseis de longo alcance.

O impulso das iniciativas de paz lideradas pelos EUA perdeu força à medida que a situação na Ucrânia se agravava. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aceitou um cessar-fogo incondicional exigido por Trump, mas Putin recusou.

No Senado, o debate sobre a Ucrânia tem-se centrado num projeto de lei que imporia tarifas abrangentes e sanções secundárias aos países que compram petróleo, gás, urânio e outras exportações à Rússia, consideradas cruciais para financiar as forças armadas russas. No entanto, esse projeto permanece bloqueado.

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