Contexto das eleições presidenciais na Colômbia
Iván Cepeda, candidato da esquerda às eleições presidenciais na Colômbia, acusou o adversário da extrema-direita, Abelardo de la Espriella, de alegadas irregularidades financeiras na campanha e de compra de votos na primeira volta.
Na votação realizada a 31 de maio, Abelardo de la Espriella ficou em primeiro lugar com 10,3 milhões de votos (43,74%), enquanto Cepeda obteve 9,7 milhões de votos (40,90%). A segunda volta está marcada para 21 de junho.
Acusações de Iván Cepeda contra Abelardo de la Espriella
O candidato apoiado pelo partido que atualmente governa a Colômbia afirmou, no sábado, ter elementos suficientes para avançar com uma averiguação que poderá culminar numa ação judicial contra o rival.
"Temos fundamentos suficientes para prosseguir uma investigação rigorosa que culminará em acusações criminais", declarou Cepeda, durante um comício em Cali, no sudoeste do país.
Para esse efeito, Cepeda solicitou ao advogado e defensor dos direitos humanos Miguel Ángel del Río que recolha informação e apresente ações judiciais dirigidas à campanha de Abelardo de la Espriella.
Ainda segundo o candidato de esquerda, a sua candidatura tem sido alvo do que descreveu como uma "campanha suja", conduzida com recurso a estruturas digitais e a ferramentas de inteligência artificial.
Resultados, perfil e apoios a Abelardo de la Espriella
Empresário milionário, De la Espriella ganhou notoriedade por, enquanto advogado, ter defendido em tribunal paramilitares acusados de tráfico de droga na Colômbia, o maior produtor mundial de cocaína.
O candidato, conhecido pela alcunha de "O Tigre", conta com o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a segunda volta.
Declarações de Asfura e Peña e vídeo na rede social X
Também no sábado, os presidentes das Honduras, Nasry Asfura, e do Paraguai, Santiago Peña, tornaram público o seu apoio a Abelardo de la Espriella.
Num vídeo divulgado por De la Espriella na rede social X, o candidato aparece numa conversa cordial com os dois chefes de Estado.
"Abelardo, espero que estejas bem na tua luta e estaremos a rezar por ti no dia 21 de junho. Tudo vai correr bem", disse Asfura ao candidato numa videochamada.
De la Espriella referiu que, caso vença, pretende intensificar as relações diplomáticas com as Honduras, nomeadamente em áreas como o comércio, a segurança e o treino militar.
Por sua vez, o presidente paraguaio afirmou estar a seguir as presidenciais colombianas "muito de perto" e disse esperar um desfecho favorável a De la Espriella.
"Queremos que o povo colombiano escolha bem para que possamos trabalhar em conjunto (...) A questão da segurança e da defesa é uma prioridade para mim. Só podemos combater o crime organizado com governos organizados", disse Peña durante a sua conversa com De la Espriella.
Entretanto, os presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Equador, Daniel Noboa, também congratularam a vitória do candidato de extrema-direita na primeira volta.
O atual presidente, Gustavo Petro - eleito em 2022 como o primeiro chefe de Estado de esquerda da história da Colômbia - está constitucionalmente impedido de concorrer a um segundo mandato.
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