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Ulva suspende o ferry ao domingo após o sucesso de Grand Island Hotel

Barco atracado num cais ao pôr do sol com uma mala antiga em destaque no passadiço de madeira.

A pequena ilha escocesa de Ulva viu-se de repente tomada por visitantes depois de ter sido “protagonista” num programa de televisão. Como resposta ao excesso, decidiu interromper as ligações marítimas um dia por semana - para poder respirar.

Ulva e o turismo: do “zero ao oitenta”

O caso é quase um exemplo simples de como, no turismo, se passa do “zero ao oitenta” num instante e se chega depressa ao exagero que atrai multidões como nunca. E, desta vez, o detonador não foram as redes sociais, mas uma intenção bem-intencionada que acabou por ter consequências inesperadas.

Grand Island Hotel e a Ulva House

O designer de interiores australiano Banjo Beale e o marido, Ro Christopher - conhecidos por séries televisivas sobre casas e renovações na BBC Scotland - escolheram Ulva para recuperar a Ulva House e transformá-la na grande estrela da sua nova produção, Grand Island Hotel.

A Ulva House, uma antiga residência em estilo regência (inícios do século XIX) do quinto governador de Nova Gales do Sul, Lachlan Macquarie, estava devoluta há oito anos quando o casal decidiu arrendá-la. O plano passava por fazer dali a sua casa e, mais à frente, eventualmente criar um hotel boutique que pudesse trazer retorno para a comunidade. “Talvez faça algumas pessoas vir e ficar - esperemos”, disseram então.

Onde fica Ulva e como se vive na ilha

Ulva situa-se a cerca de 150 metros da ilha de Mull - onde Banjo e Ro viviam - e integra o arquipélago das Hébridas, ao largo da costa oeste da Escócia.

É uma das mais pequenas ilhas habitadas do arquipélago. Conta com 16 pessoas, incluindo os dois australianos, e não tem carros a percorrer os seus caminhos tranquilos. A ligação ao exterior faz-se através de um ferry que transporta apenas passageiros a pé, numa travessia de cinco minutos. Ainda assim, existe um pequeno hostel e a simpática Boathouse, um restaurante com esplanada junto ao cais.

Pausa ao domingo: a decisão da Ulva Ferry

A previsão dos apresentadores acabou por se cumprir: os turistas começaram a chegar em números inesperados, para os quais a ilha não estará preparada. A um ponto tal que a operadora Ulva Ferry optou por suspender as ligações ao domingo, para dar aos residentes espaço para recuperarem energias.

O episódio volta a mostrar, de forma quase minimalista, como um destino pode saltar do “zero ao oitenta” num abrir e fechar de olhos e cair rapidamente num excesso que puxa hordas como nunca. E, ao contrário do habitual, não foi por efeito das redes sociais, mas por causa de uma boa intenção levada mais longe do que o previsto.

O designer de interiores australiano Banjo Beale e o marido, Ro Christopher, ambos autores de programas dedicados a habitações e remodelações na BBC Scotland, mudaram-se para Ulva com a ideia de restaurar a Ulva House - e de a colocar no centro da nova série Grand Island Hotel.

A antiga casa do quinto governador de Nova Gales do Sul, Lachlan Macquarie, construída em estilo regência (começos do século XIX), encontrava-se ao abandono há oito anos quando o casal decidiu arrendá-la. Tornou-se a sua residência e, no futuro, poderá transformar-se num hotel boutique, com a ambição de gerar algum retorno para a comunidade. “Talvez faça algumas pessoas vir e fica - esperemos”, afirmaram na altura.

Ulva, a apenas 150 metros de Mull - ilha onde Banjo e Ro viviam -, pertence ao conjunto das Hébridas, ao largo da costa ocidental da Escócia.

Sendo uma das ilhas habitadas mais pequenas do arquipélago, tem 16 residentes (incluindo os australianos), não tem automóveis a circular nas suas vias serenas e mantém-se ligada ao resto do mundo por um ferry que só aceita passageiros a pé, numa travessia de cinco minutos. Ainda assim, dispõe de um hostel e da Boathouse, um restaurante agradável com esplanada no cais.

A afluência prevista pelo casal acabou por se materializar e o número de visitantes superou o esperado - e aquilo para que a ilha está equipada. Isso levou a Ulva Ferry a decidir que, aos domingos, não haverá travessias, permitindo que os moradores recarreguem energias.

A empresa descreve a situação como “interesse sem precedentes”. “Nenhum de nós podia previa o quão significante seria o aumento do número de visitantes, pelo que, para nos dar, a nós, à Boathouse e aos demais habitantes, a hipótese de recarregar energia e preparar mais uma semana, tomámos a difícil decisão de não abrir aos domingos deste verão”, explicou a Ulva Ferry nas redes sociais.

Citado pela BBC Scotland, o dono do pequeno hostel garante que houve aumento de movimento, mas que este é suportável e acabou por dar um impulso aos negócios locais. Ainda assim, reconhece que a capacidade de acolhimento é reduzida, até porque há apenas 16 habitantes e alguns são crianças.

Ulva chegou a ter 800 habitantes e foi propriedade privada até ser comprada por uma comunidade em 2018, numa altura em que restavam apenas seis pessoas na ilha. A aquisição teve como objectivo repovoar Ulva e promover algum desenvolvimento económico e social.

A empresa insiste que existe “interesse sem precedentes”. “Nenhum de nós podia previa o quão significante seria o aumento do número de visitantes, pelo que, para nos dar, a nós, à Boathouse e aos demais habitantes, a hipótese de recarregar energia e preparar mais uma semana, tomámos a difícil decisão de não abrir aos domingos deste verão”, voltou a esclarecer a Ulva Ferry nas redes sociais.

De acordo com a BBC Scotland, o proprietário do pequeno hostel sublinha que a procura aumentou, mas continua dentro do suportável, trazendo sobretudo dinamização aos negócios locais. Mesmo assim, admite limites claros de capacidade, já que a comunidade é de 16 pessoas e inclui crianças.

Ulva já teve 800 residentes e permaneceu em mãos privadas até ser adquirida por uma comunidade em 2018 - quando viviam lá apenas seis pessoas. A meta era repovoar a ilha e criar condições para algum desenvolvimento económico e social.

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