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A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) começou a traçar os estudos iniciais para a criação de um novo bombardeiro pesado que, no futuro, poderá vir a suceder aos B-52 Stratofortress. Este movimento acontece em paralelo com a modernização de grande alcance das actuais aeronaves estratégicas. Apesar da idade do projecto, os B-52 continuam a ser um pilar da capacidade norte-americana de ataque a longa distância e apontam para permanecer em serviço para lá de 2050, aproximando-se de um século de operação.
Estudos preliminares da USAF para um novo bombardeiro pesado
Segundo a documentação orçamental da Força Aérea dos EUA, no próximo ano fiscal terão início tarefas de planeamento de uma “Análise de Alternativas” para um novo bombardeiro pesado. Nesta fase, a intenção é definir parâmetros essenciais de desempenho, atributos do sistema e outras capacidades necessárias a um futuro aparelho que complemente - ou, eventualmente, substitua - as plataformas estratégicas actualmente em uso na USAF.
A mesma documentação indica ainda que o estudo será antecedido por um programa de demonstração conceptual avaliado em 3 milhões de dólares, concluído no ano fiscal de 2025, e que incluiu uma demonstração realizada num B-52. Ainda assim, não foi especificado de que forma esta prova conceptual se relaciona de modo directo com o futuro programa denominado “New Heavy Bomber”, uma vez que ambos surgem associados na mesma rubrica orçamental.
O que envolve uma “Análise de Alternativas”
Em termos gerais, uma Análise de Alternativas é uma das etapas mais iniciais de um futuro programa de aquisição militar. Normalmente, este processo tem início depois de a força armada estabelecer e validar uma nova necessidade operacional, permitindo comparar diferentes caminhos tecnológicos e industriais antes do arranque formal de uma competição para desenvolver uma nova aeronave.
Entretanto, a USAF está a canalizar dezenas de milhares de milhões de dólares tanto para o desenvolvimento do novo bombardeiro furtivo Northrop Grumman B-21 Raider como para a modernização da frota Boeing B-52J. O B-21 foi concebido para substituir gradualmente os bombardeiros Northrop B-2 Spirit e Rockwell B-1B Lancer, ao passo que o B-52J continuará a assegurar missões de ataque à distância ao longo das próximas décadas.
A colocação do projecto “New Heavy Bomber” dentro de um programa orçamental sobretudo associado a melhorias do B-52 reforça a hipótese de o futuro sistema estar pensado como um substituto do histórico Stratofortress. Ainda assim, vários pontos sobre a forma como esta nova plataforma se integraria na estrutura de bombardeiros estratégicos da USAF permanecem, por agora, sem definição pública.
Modernização do B-52J: revisão de conceção e próximos passos
Em paralelo com estes estudos, há poucos dias a Força Aérea dos EUA e a Boeing concluíram com sucesso a Revisão Crítica de Conceção (CDR) do programa B-52J, o que permite avançar para a modificação das duas primeiras unidades desta nova variante. A iniciativa insere-se no Programa de Substituição de Motores Comerciais, através do qual os actuais Pratt & Whitney TF33 serão trocados por novos Rolls-Royce F130, além da introdução de melhorias em vários subsistemas e no aumento da capacidade de geração eléctrica da aeronave.
Com a conclusão desta revisão técnica, a Boeing dará início à conversão de dois bombardeiros B-52H Stratofortress para o padrão B-52J nas suas instalações de San Antonio, Texas. O Centro de Gestão do Ciclo de Vida da Força Aérea dos EUA referiu que “para a integração, a Boeing está a adquirir e a fabricar peças, e começará a modificar os dois primeiros aviões B-52H para a configuração B-52J nas suas instalações de San Antonio, Texas”, consolidando, assim, um programa que permitirá manter a plataforma operacional por muitas décadas.
Imagens meramente ilustrativas.
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