Durante muito tempo, o Audi RS 5 foi praticamente sinónimo de coupé: um desportivo de duas portas pensado para enfrentar, sem complexos, rivais diretos como o BMW M4. Essa identidade, porém, ficou em suspenso quando a Audi decidiu mexer na nomenclatura da gama - uma estratégia que, entretanto, está a ser revertida.
Da mudança de nomenclatura ao desaparecimento do A5 Coupé
Com a reorganização, aquilo que conhecíamos como A4 passou a chamar-se A5. A alteração não ficou apenas no emblema: no processo, o tradicional A5 Coupé saiu de cena. O resultado prático é claro - existe um novo RS 5, mas agora exclusivamente em berlina e carrinha Avant. Coupé, para já, nem sinal.
Renderizações do Audi RS 5 Coupé por Sugar Design (a partir da berlina e da carrinha Avant)
É precisamente este vazio na gama que o artista digital Sugar Design quis colmatar, criando várias renderizações que antecipam como poderia ser um novo Audi RS 5 Coupé com base nas versões já apresentadas: a berlina e a carrinha Avant.
A proposta parece simples à primeira vista, mas não se limita a “tirar duas portas”. O autor baixou a altura do conjunto, redesenhou a linha do tejadilho e encurtou a distância entre eixos para dar ao carro proporções mais típicas de coupé. No essencial, mantém-se a linguagem visual: desde a enorme grelha Singleframe com padrão em favo de mel até aos grupos óticos.
Mecânica: híbrida de carregamento externo e… 2,3 toneladas
Sob o capô, este RS 5 Coupé imaginado manteria a mesma solução híbrida de carregamento externo (plug-in): um 2.9 V6 biturbo aliado a um motor elétrico, perfazendo 639 cv e 825 Nm. E herdaria também o mesmo dado menos entusiasmante: cerca de 2,3 toneladas de massa.
Porque é que um coupé ainda faz sentido na gama RS?
Mesmo numa era em que as berlinas e, sobretudo, as carrinhas de alto desempenho ganham terreno pela versatilidade, um coupé continua a ter um papel emocional e de imagem. Para muitos entusiastas, é o formato que melhor traduz a ideia de “gran turismo” desportivo - baixo, longo e visualmente mais dramático.
Ao mesmo tempo, a realidade do mercado e das normas de emissões ajuda a explicar a aposta em carroçarias mais fáceis de justificar em volume, como a berlina e a carrinha Avant. Ainda assim, a existência de um RS 5 Coupé poderia servir como peça de “halo” da família, reforçando a identidade desportiva da marca.
No fim, falta apenas uma coisa: a Audi arriscar - e voltar a colocar um coupé na gama.
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