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Peugeot Turbo 100: o novo motor a gasolina de três cilindros da Peugeot

Automóvel compacto azul metálico Peugeot Turbo100 em exposição tecnológica com motor e painel digital ao fundo.

O nome diz exatamente ao que vem: Peugeot Turbo 100. Tal como a designação sugere, este bloco recorre a turbo e entrega 100 cv de potência. Pode parecer uma proposta contida, mas, como fica claro mais à frente, estamos perante um motor com soluções técnicas muito atuais.

Uma viragem de página após o PureTech - e um passo importante nos motores a gasolina

Mais do que um simples “rebatismo”, este lançamento representa uma reformulação profunda de uma tecnologia que continua a sustentar grande parte da indústria automóvel europeia: os motores a gasolina. É também uma mudança de rumo na família de motores da Peugeot, sobretudo depois dos problemas associados aos PureTech, em especial nas unidades anteriores a 2022.

Arquitetura conhecida, quase tudo novo no Peugeot Turbo 100

A base mantém-se: três cilindros e 1,2 litros de cilindrada. No entanto, praticamente todo o resto foi revisto - do bloco ao turbocompressor, passando pelo sistema de injeção e pela distribuição.

Distribuição no Peugeot Turbo 100: adeus correia banhada a óleo, olá corrente de distribuição

A alteração mais determinante surge na distribuição. A Peugeot abandonou a correia banhada a óleo e passou a utilizar corrente de distribuição. Trata-se de uma solução tecnicamente mais robusta e, à partida, com menor probabilidade de degradação com o passar do tempo.

Alimentação: injeção direta a 350 bar e turbocompressor de geometria variável

Na vertente da alimentação, a Peugeot introduz um novo sistema de injeção direta de alta pressão, a 350 bar. A isto junta-se um turbocompressor de geometria variável, pensado para assegurar uma resposta mais pronta desde baixos regimes.

Eficiência: ciclo Miller, maior compressão e 70% de componentes novos

As mudanças não se ficam pela admissão e pela sobrealimentação. O novo motor trabalha segundo o ciclo Miller e recorre a uma taxa de compressão mais elevada, com o objetivo de melhorar a eficiência térmica. Segundo a marca, fazendo as contas ao conjunto, cerca de 70% dos componentes deste Peugeot Turbo 100 são novos.

Potência e binário: 101 cv, 205 Nm e foco no que interessa no dia a dia

Os valores finais anunciados são 101 cv (74 kW) às 5500 rpm e 205 Nm de binário a partir das 1750 rpm. São números “à moda antiga” - não procuram impressionar no papel - mas encaixam no propósito do motor: oferecer prestações ajustadas às necessidades reais dos condutores. Em termos práticos, isto traduz-se em disponibilidade em baixos regimes, aposta na fiabilidade e consumos contidos.

Além disso, soluções como o turbocompressor de geometria variável e a elevada pressão de injeção tendem a favorecer uma entrega mais cheia e previsível, particularmente útil em ambiente urbano e em recuperações sem necessidade de subir demasiado de regime.

Manutenção: intervalos mais espaçados para reduzir custos

Outro ponto com peso está no plano de manutenção. A Peugeot indica intervalos de revisão mais alargados, que passam para dois anos ou 25 000 km, mantendo uma verificação intermédia anual. De acordo com a marca, a intenção é também baixar os custos de manutenção.

Como sempre, para tirar o melhor partido desta mecânica, faz sentido seguir o plano de manutenção e respeitar boas práticas de utilização - por exemplo, evitar esforços elevados com o motor ainda frio e assegurar a qualidade do combustível e dos lubrificantes recomendados.

Disponibilidade: Peugeot 208 em março e Peugeot 2008 em maio de 2026

O Turbo 100 chega ao Peugeot 208 já a partir de março e estará no Peugeot 2008 a partir de maio de 2026. São dois modelos de grande volume, que têm sido líderes de vendas em Portugal ao longo de vários anos consecutivos.

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