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Os F-16 da Força Aérea Argentina começaram testes de movimentação em Río Cuarto.

Piloto militar de capacete caminha na pista ao lado de jato de combate camuflado com cabine aberta.

A Força Aérea Argentina deu mais um passo na integração dos caças F-16AM/BM Fighting Falcon, ao concluir as primeiras provas de rodagem em Río Cuarto. As actividades decorreram no Área Material Río Cuarto (ARMACUAR), na província de Córdoba, onde as aeronaves realizaram ensaios dinâmicos na pista como parte do processo de entrada em serviço.

Ensaios em Río Cuarto (ARMACUAR) no caminho para a entrada em serviço dos F-16

Este progresso surge na sequência da chegada dos primeiros exemplares em dezembro de 2025 e ocorre em paralelo com a formação de pessoal técnico e de pilotos. Os testes de rodagem permitem validar, em ambiente controlado, o comportamento em terra, a resposta de travagem, direcção e outros parâmetros operacionais antes do início das missões de voo.

Fase de alistamento: verificações técnicas, avaliação de sistemas e testes em terra

Desde a sua chegada ao país, os F-16 têm vindo a cumprir uma fase gradual de aprontamento que inclui inspecções técnicas, avaliações de sistemas e provas em solo. Neste contexto, está previsto que nas próximas semanas tenham início os primeiros voos dos seis F-16AM/BM integrados ao abrigo do programa Peace Condor, um marco essencial para avançar rumo à plena operacionalidade do sistema no seio da Força Aérea Argentina.

Formação operacional de pilotos com a Top Aces

Em paralelo, a instituição prossegue a implementação do programa de formação de pilotos conduzido pela empresa norte-americana Top Aces, considerado decisivo para a construção de capacidades operacionais. O modelo prevê etapas progressivas, desde a transição inicial para o sistema de armas até à qualificação como piloto de combate, combinando horas de voo reais com treino em simuladores e procedimentos avançados.

Infra-estruturas e recursos humanos: VI Brigada Aérea, Tandil

Entretanto, foi inaugurado na VI Brigada Aérea, sediada em Tandil (província de Buenos Aires), o Centro de Instrução e Capacitação de Aeronaves. A este marco juntou-se a certificação da primeira turma de técnicos especializados em F-16, reforçando a base de recursos humanos necessária para sustentar o sistema no país.

Sustentação e segurança operacional do sistema F-16

A entrada em serviço de uma frota como o F-16AM/BM Fighting Falcon exige, além do treino de voo, uma cadeia de manutenção e apoio robusta, com rotinas de inspecção, gestão de sobressalentes e equipas capazes de assegurar disponibilidade contínua. A consolidação de técnicos certificados e de centros dedicados contribui para reduzir tempos de imobilização e melhorar a previsibilidade operacional.

Outra vertente crítica é a padronização de procedimentos de segurança em operações no solo e em voo, incluindo checklists, validações cruzadas e treinos recorrentes em cenários anómalos no simulador. Estas medidas são determinantes para que a transição para o novo sistema ocorra com confiança e com níveis adequados de segurança operacional.

Notícia em actualização. Imagens utilizadas a título meramente ilustrativo.

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