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Faróis bipartidos: a tendência que regressou e divide opiniões

Carro elétrico branco modelo Split-Light exibido em showroom moderno com luzes acesas e outras viaturas ao fundo.

Durante algum tempo, pareceu que os faróis bipartidos - a solução estética que separa as luzes de circulação diurnas dos faróis principais - tinham ficado para trás, depois de terem sido popularizados pelo primeiro Nissan Juke e por uma geração de modelos da Citroën.

O regresso dos faróis bipartidos nas marcas premium (e não só)

Nos últimos anos, porém, esta linguagem visual voltou em força, muito puxada por marcas de segmento premium como a Audi e a BMW. Ainda assim, não se limita a estes emblemas: Porsche, Hyundai, XPeng e até a Ferrari também recorrem a esta abordagem em alguns modelos.

Uma “plástica” digital sem luzes de circulação diurnas

O artista digital Nikita Chuyko decidiu pegar em vários modelos recentes da Audi e da BMW e fazer uma espécie de intervenção digital: removeu as luzes de circulação diurnas e deixou apenas os faróis principais. A ideia é simples - e precisamente por isso eficaz -, porque permite comparar a frente “limpa” com o desenho original do fabricante.

Estranhar primeiro, entranhar depois?

Este é daqueles exercícios visuais que podem causar estranheza ao primeiro olhar e, com algum tempo, começar a fazer sentido. Ainda assim, para resultar de forma mais harmoniosa, o posicionamento dos faróis em relação à grelha teria, provavelmente, de ser repensado, de modo a equilibrar melhor os vários elementos na dianteira. Mesmo assim, o resultado é, no mínimo, intrigante.

Um debate que não é apenas de gosto

O objectivo de Nikita Chuyko foi, acima de tudo, lançar discussão sobre esta solução de design. Há quem goste de faróis bipartidos e há quem prefira uma assinatura mais tradicional - e poucas coisas ajudam tanto como ver as duas opções lado a lado.

Além da estética, há razões práticas que ajudam a explicar o fenómeno. A separação entre luzes de circulação diurnas e faróis principais pode facilitar a criação de assinaturas luminosas muito distintas (algo valioso para a identidade da marca), ao mesmo tempo que permite acomodar sensores e componentes na dianteira (como câmaras, radares e entradas de ar) sem “poluir” visualmente a área dos faróis.

Também vale a pena considerar o lado menos romântico: em caso de toque ou pequena colisão, conjuntos ópticos mais complexos e repartidos podem implicar custos de reparação diferentes, dependendo de como cada fabricante integra módulos LED e elementos da óptica. Em alguns casos, trocar apenas uma secção pode ser mais simples; noutros, pode significar substituições mais caras por serem peças muito específicas.

De que lado está?

Então, em que campo se posiciona: sim ou não aos faróis bipartidos?


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