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Marinha dos Estados Unidos fecha contrato com a Raytheon para o AIM-9X Block II
A Marinha dos Estados Unidos celebrou um novo contrato com a Raytheon, avaliado em cerca de US$ 1,108 bilhão, com o propósito de aumentar o ritmo de fabrico do míssil ar-ar de curto alcance AIM-9X Block II. A medida pretende, ao mesmo tempo, reforçar os stocks das Forças Armadas norte-americanas e dar resposta ao crescimento acentuado das encomendas feitas por países aliados.
Lote 26 do programa AIM-9X: quantidades e destinatários
O entendimento corresponde ao Lote 26 do programa AIM-9X e prevê a produção de mais de 1.600 mísseis na configuração Block II, além de centenas de exemplares da variante Block II+ destinados a clientes abrangidos pelo programa de Vendas Militares ao Estrangeiro (FMS). As entregas contemplarão vários ramos das forças armadas dos EUA - incluindo Marinha, Exército e Força Aérea - e também parceiros internacionais.
Componentes incluídos e sustentação logística do sistema
Para lá dos mísseis operacionais, o pacote contratual integra um conjunto alargado de itens associados à sustentação logística do sistema: unidades de guiamento, sensores ópticos avançados, motores de foguete, kits de manutenção, contentores de transporte, ogivas sobressalentes e munições para treino e ensaio. O foco passa por assegurar não apenas a cadência de produção, mas igualmente a capacidade de manter a operação em cenários de elevada intensidade.
Segundo a empresa, o aumento de capacidade industrial insere-se numa estratégia mais ampla para acelerar a produção e encurtar prazos de entrega. A presidente da área Naval Power da Raytheon, Barbara Borgonovi, salientou os ganhos de eficiência e a subida da procura internacional:
“As nossas equipas optimizaram a produção, reduziram os prazos de entrega e aumentaram o fornecimento de mísseis AIM-9X para acompanhar a procura crescente. Este contrato, aliado à nossa estreita colaboração com a Marinha dos EUA, permite-nos manter este ritmo e garantir que as forças dos EUA e dos seus aliados dispõem desta capacidade avançada e comprovada em combate, essencial para operações em ambientes de elevada ameaça.”
Papel do Sidewinder AIM-9X e integração com NASAMS
O AIM-9X é a versão mais avançada da família Sidewinder e foi concebido sobretudo para combate aéreo a curta distância. Para além do uso em aeronaves de caça, o míssil pode também ser integrado em sistemas terrestres de defesa antiaérea, como o NASAMS (National Advanced Surface-to-Air Missile System), o que aumenta de forma significativa a sua flexibilidade operacional. O sistema encontra-se actualmente ao serviço em mais de 35 países aliados e parceiros.
Procura global, pressão industrial e encomendas recentes
A expansão da produção surge num contexto de forte pressão sobre a base industrial de defesa dos Estados Unidos. A RTX, empresa-mãe da Raytheon, tem vindo a concretizar vários investimentos para elevar a eficiência das linhas de produção e acelerar a entrega de munições de precisão.
Este contrato junta-se a uma série de encomendas de grande dimensão registadas recentemente no sector. Em agosto de 2025, o então Departamento de Guerra dos EUA concedeu à Raytheon um contrato de US$ 3,5 bilhões para a produção de mísseis AIM-120 AMRAAM, destinados tanto às forças norte-americanas quanto ao mercado internacional via FMS. Já em fevereiro de 2026, foram assinados cinco acordos adicionais para ampliar a produção de sistemas Tomahawk, AMRAAM, SM-3 e SM-6, reforçando a capacidade industrial orientada para armamento de longo alcance e defesa aérea.
Deste modo, Washington e os seus parceiros industriais procuram acompanhar a subida sustentada da procura mundial por mísseis guiados de alta precisão, num cenário marcado pela recomposição de stocks militares e pela aceleração da modernização de forças aéreas e de defesa antiaérea a nível internacional.
Imagem de capa fornecida pela Raytheon.
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