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Após um voo de cerca de dez horas a partir da I Brigada Aérea de El Palomar, o primeiro contingente das Forças Armadas Argentinas já se encontra destacado na Venezuela para participar nas missões de busca e salvamento na sequência dos devastadores sismos que atingiram o país no passado dia 24 de junho. Esta operação representa a primeira resposta humanitária militar argentina perante a emergência e integra um esforço internacional coordenado para apoiar as autoridades venezuelanas.
Deslocação do contingente das Forças Armadas Argentinas
O envio foi efectuado a bordo de um Embraer ERJ-140LR (T-94) da Força Aérea Argentina, que transportou um primeiro escalão composto por 26 militares e quatro binómios cinotécnicos especializados em busca e salvamento em estruturas colapsadas, além de ferramentas e equipamentos destinados às tarefas de remoção e ao acesso a áreas afectadas. O contingente é comandado pelo coronel Wissinger, encarregado de coordenar, no terreno, o emprego das capacidades argentinas destacadas.
Operações de busca e salvamento e coordenação internacional
Nas primeiras horas após um desastre desta dimensão, consideradas críticas para encontrar sobreviventes, os efectivos argentinos iniciaram de imediato a integração nas acções internacionais de assistência. No local, a equipa nacional actua em estreita coordenação com as autoridades venezuelanas e com os diferentes grupos de resposta humanitária de vários países envolvidos na missão.
Durante o dia, o coronel Wissinger participou numa reunião de coordenação com o major-general do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, Kevin J. Jarrard, membros do Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM), representantes do Departamento de Estado norte-americano e responsáveis venezuelanos pela resposta à emergência. O encontro serviu para harmonizar o envio dos vários elementos para as zonas onde se concentram as missões de busca e salvamento.
A partida do contingente tinha sido liderada pelo ministro da Defesa, Luis Petri, que sublinhou a natureza conjunta e interinstitucional do dispositivo. “Estamos a destacar esta primeira resposta que, dentro de dez horas, já estará a trabalhar, a operar e a levar uma mão amiga às pessoas que tanto precisam”, afirmou durante a cerimónia realizada em El Palomar. De acordo com o ministro, a missão foi autorizada pelo presidente Javier Milei e articulada com a Chefia de Gabinete, os ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Segurança e da Saúde, bem como com a Agência Federal de Emergências (AFE).
Antes da descolagem, o coronel Wissinger tinha detalhado que os meios argentinos incluíam ferramentas especializadas para intervir em estruturas colapsadas assim que os cães de busca assinalassem eventuais sobreviventes. Sublinhou ainda que a missão decorreria sob protocolos internacionais de protecção civil e de ajuda humanitária, facilitando a integração com contingentes de outros países. “Utilizamos os mesmos códigos e as mesmas capacidades para conseguirmos melhor desempenho. O mais importante é ganhar tempo”, referiu.
Próximo escalão e meios logísticos previstos
Este primeiro escalão concentra-se exclusivamente nas tarefas de busca e salvamento. Ainda assim, o Governo argentino antecipa um segundo destacamento, dependente das necessidades indicadas pelas autoridades venezuelanas, que incluirá duas unidades de potabilização de água operadas por militares do Exército Argentino, além de uma equipa de saúde com médicos de emergência, traumatologistas, enfermeiros e assistentes.
A ajuda anunciada contempla igualmente um componente logístico e aéreo relevante, com um avião Hércules C-130 da Força Aérea Argentina e uma aeronave da Aerolíneas Argentinas, bem como quatro brigadas do Sistema Nacional de Busca e Salvamento (USAR), preparadas para actuar em estruturas colapsadas, inundações e incêndios. Com este envio, as Forças Armadas Argentinas voltam a disponibilizar as suas capacidades expedicionárias e de resposta a emergências para apoiar uma operação internacional de assistência humanitária.
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