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CERN desliga o maior acelerador de partículas do mundo até 2030

Engenheiro com capacete amarelo inspeciona equipamento em túnel industrial com trabalhadores ao fundo.

Paragem técnica na fronteira franco-suíça

O CERN anunciou esta segunda-feira que desligou o maior acelerador de partículas do mundo, instalado na fronteira franco-suíça, para dar início a uma paragem técnica destinada a aumentar o seu desempenho.

Modernização do acelerador de partículas do CERN para alta luminosidade

De acordo com as previsões do laboratório, o acelerador - um túnel circular com 27 quilómetros, escavado no subsolo - só deverá voltar a operar em 2030. Nessa altura funcionará em modo de alta luminosidade, o que permitirá realizar um número superior de colisões de protões após a renovação do equipamento.

A maior empreitada desde a construção e o legado do bosão de Higgs

A intervenção, que mobilizará milhares de engenheiros, físicos, técnicos e pessoal de apoio, inclui a desmontagem e a substituição de um troço de 1,2 quilómetros de ímanes e de outros componentes do acelerador.

Segundo o CERN, trata-se do maior conjunto de trabalhos desde a própria construção da máquina, a mesma que possibilitou em 2012 a descoberta do bosão de Higgs - a partícula elementar que dá massa a todas as outras partículas fundamentais, como protões, eletrões e neutrões.

Portugal integra o CERN, que acredita que as melhorias permitirão "aprofundar a compreensão do Universo e explorar algumas das questões mais fundamentais da ciência".

Durante esta paragem programada, milhares de cientistas continuarão a tratar e a analisar o enorme volume de dados acumulado ao longo do funcionamento do acelerador, ao mesmo tempo que preparam as próximas experiências.

O acelerador realizou as primeiras colisões de protões em 2009, num conjunto de experiências em que participaram também físicos e engenheiros portugueses.

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