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Redimec apresenta o sistema tático de mira, navegação e posicionamento Trident na FIDAE 2026

Piloto militar dentro de helicóptero a operar sistema de navegação com mapas digitais sobre costa marítima.

Redimec, GPS negado e guerra eletrónica: autonomia operacional para o campo de batalha moderno

Na Feira Internacional Aeroespacial FIDAE 2026, que decorre de 6 a 12 deste mês em Santiago, no Chile, a Redimec está a mostrar algumas das suas propostas mais avançadas, entre as quais se destaca o sistema tático de mira, navegação e posicionamento Trident. Concebida para responder às exigências do combate contemporâneo, esta solução foi pensada para operar em ambientes onde o GPS possa ser bloqueado ou alvo de interferências. A empresa argentina defende que o objetivo é reforçar a autonomia operacional das forças armadas através de um sistema que reúne navegação inercial, capacidades ópticas e ferramentas topográficas num único equipamento.

Durante a demonstração, responsáveis da empresa explicaram à Zona Militar que este desenvolvimento surgiu para dar resposta a uma realidade cada vez mais frequente nos conflitos atuais: a degradação ou a perda dos sinais de satélite. Nesse enquadramento, o sistema permite conservar a posição e a orientação sem depender do GPS, graças à integração de um sistema inercial de nível militar com tecnologia de esfera óptica, destacada pela reduzida necessidade de manutenção e pela elevada fiabilidade.

O conjunto integra vários subsistemas ligados entre si, incluindo um módulo óptico, funções de navegação e capacidades topográficas. Através da sua interface, o operador pode consultar diferentes tipos de mapas, assinalar pontos no terreno e executar levantamentos topográficos com rapidez, algo essencial em operações de desdobramento dinâmico. Segundo a Redimec, o sistema pode, por exemplo, ajudar a determinar a localização de baterias ou de outros elementos no terreno, bem como a calcular com precisão a direção dos alvos.

Outro dos traços centrais do Trident é a sua conceção modular e portátil, que lhe permite ser utilizado em várias plataformas. Embora a sua utilização ideal seja em viaturas - possibilitando que a guarnição opere sem necessidade de desembarque -, o equipamento também pode ser montado em configurações amovíveis com tripé, aumentando a sua flexibilidade em diferentes cenários operacionais.

A empresa sublinhou ainda que o sistema inclui um ecrã configurável com vários módulos de visualização, bateria autónoma e uma arquitetura pensada para uma rápida entrada em serviço no terreno. Estas características tornam-no numa solução versátil tanto para unidades terrestres como para eventuais aplicações em meios navais ou fluviais.

Numa fase em que a guerra eletrónica e a negação de acesso a sistemas de satélite se tornaram preocupações centrais para as forças armadas, este tipo de equipamento ganha especial relevância. Ao combinar sensores, navegação e cartografia numa única plataforma, a Redimec procura reduzir a dependência de meios externos e acelerar o ciclo de decisão no terreno. Em operações combinadas, esta integração também pode facilitar a partilha de coordenadas e melhorar a coordenação entre equipas, sobretudo quando é necessário reagir rapidamente em ambientes complexos e de elevada pressão.

Com esta presença na FIDAE, a Redimec continua a consolidar a sua posição no setor das soluções de tecnologia de defesa, apostando em sistemas preparados para as novas exigências do campo de batalha moderno, em particular no que diz respeito à resistência à guerra eletrónica e à limitação do acesso a sistemas de satélite.

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