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F. C. Porto sub-19: os cinco destaques do 24.º título após o 3-2 ao Famalicão

Jovens jogadores de futebol do FC Porto celebram golos em campo com público ao fundo.

Na penúltima ronda do campeonato, no sábado passado, o F. C. Porto superou o Famalicão por 3-2, num duelo decidido já na reta final. O golo que selou a consagração surgiu quando já se gastavam os últimos recursos e fez as bancadas explodirem de alegria.

O triunfo dos azuis e brancos, que voltou a fazer ouvir o grito de "golo" nas bancadas, esteve longe de ser fruto do acaso. Esse lance decisivo não serviu apenas para desbloquear um encontro exigente: confirmou também o 24.º título no escalão de sub-19 e pôs fim a uma espera que durava desde 2018/19. Nessa época, o plantel contava com Fábio Vieira, Vitinha, Tomás Esteves, Afonso Sousa, Fábio Silva ou Romário Baró.

As caras em destaque são agora outras, mas o horizonte parece igualmente risonho para quem protagonizou esta campanha. Por isso, o JN reuniu cinco nomes que mais sobressaíram na temporada vitoriosa do F. C. Porto. Entre os escolhidos, contam-se três campeões do Mundo de sub-17 e há até um jogador que já se estreou pela equipa principal. Além disso, todos partilham dois pontos: assinaram contrato profissional e já somaram minutos pela equipa B.

Tiago Silva - Médio centro, de 18 anos

Tiago Silva tem sido uma das principais referências deste grupo do F. C. Porto. Atua como médio centro, revela boa leitura do jogo e qualidade na construção, além de tomar decisões que ajudam a equipa a avançar no terreno. Ao mesmo tempo, garante o equilíbrio do conjunto.

Tem aparecido com frequência em zonas de finalização e assume a responsabilidade nas grandes penalidades. Conta com o selo de qualidade do amigo Rodrigo Mora e já conquistou a confiança de Francesco Farioli, estreando-se pela equipa principal na derrota por 3-1 frente ao AVS, na Vila das Aves. Pelos sub-19, participou em 15 jogos, marcou cinco golos e fez duas assistências.

Bernardo Lima - Médio centro, de 18 anos

Contratado ainda muito novo à Sanjoanense, Bernardo Lima afirmou-se cedo e tornou-se capitão. Sabe interpretar o jogo, posiciona-se bem e articula-se com eficácia com Tiago Silva, alternando com ele na dupla do meio-campo azul e branco.

Destaca-se pela competência na recuperação e por um remate perigoso de meia distância. É uma das figuras da equipa orientada por Sérgio Ferreira e terminou a época com 16 jogos, oito golos e duas assistências. Foi ainda uma peça central nos sucessos de Bino Maçães no Europeu e no Mundial de sub-17, ao serviço da seleção nacional.

Mateus Mide - Médio ofensivo, de 18 anos

Mateus Mide é apontado como uma das maiores promessas saídas do Olival. Atua mais adiantado do que a dupla Tiago Silva/Bernardo Lima e rende melhor quando aparece na meia esquerda ou no corredor central, sobretudo como médio ofensivo ou segundo avançado.

É um jogador de alta rotação, com toque curto, capacidade de desequilíbrio e muita competência a explorar o jogo entrelinhas. Na decisão, mostra-se particularmente incisivo, seja a finalizar, seja a entregar a um colega. Em 22 jogos, fez 11 golos e seis assistências. É um jogador à F. C. Porto. Foi eleito o melhor jogador do Campeonato do Mundo de Sub-17.

Duarte Cunha - Extremo direito, de 18 anos

Extremo rápido, Duarte Cunha deu os primeiros passos no Minho, no Cerveira. Ataca bem o espaço e tem sido importante para o coletivo, crescendo e ganhando protagonismo na fase de campeão.

Não se esconde do jogo e sente-se confortável no um para um. Também é intenso na reação à perda. No encontro de consagração diante do Famalicão, assinou um bis, com destaque para o golo ao cair do pano, finalizado de um ângulo muito apertado. Em 22 jogos, somou 10 golos e 10 assistências. Tal como Bernardo Lima e Mateus Mide, integrou a seleção de sub-17 nos êxitos da categoria.

Edu Ferreira - Ponta de lança, de 18 anos

Edu Ferreira é o homem-golo dos dragões, com a área como habitat natural. Chegou em 2023/24 proveniente de outro histórico do futebol nacional que também veste de azul: o Belenenses.

Consegue ligar-se com facilidade às dinâmicas ofensivas da equipa, mas não se desliga do trabalho sem bola. Pressiona a construção adversária e, quando é preciso, recua para ser solução nas bolas paradas defensivas. Não é particularmente vistoso tecnicamente, mas está muitas vezes no local certo e evidencia faro de golo. É espontâneo e aparece nos espaços na hora de encostar a bola. Foi utilizado em 31 jogos e respondeu com 24 golos.

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