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Exército israelita confirma morte de Ezzedine al-Haddad do Hamas na Faixa de Gaza após 7 de outubro de 2023

Mesa de trabalho com mapa, tablet, auscultadores e documentos numa sala de vigilância.

Confirmação da morte de Ezzedine al-Haddad, do Hamas, na Faixa de Gaza

O exército israelita confirmou, este sábado, a morte do chefe do braço armado do movimento palestiniano Hamas na Faixa de Gaza, apontado como um dos principais arquitetos dos ataques de 7 de outubro de 2023.

Numa nota enviada à agência France-Presse (AFP), as Forças de Defesa de Israel e os serviços de segurança interna (Shin Bet) informaram "que o terrorista Ezzedine al-Haddad foi eliminado".

A mesma informação foi também corroborada junto da AFP por responsáveis do Hamas.

Contexto da operação e vigilância prévia

Na sexta-feira, o Ministério da Defesa de Israel tinha já comunicado ter visado o dirigente do Hamas, embora sem confirmar, então, a sua morte.

Segundo um alto responsável de segurança citado pelo jornal israelita Times of Israel, a operação terá sido aprovada pelas lideranças políticas há cerca de uma semana e meia e, durante esse período, o dirigente do Hamas permaneceu sob vigilância contínua.

O ataque foi realizado "devido a uma oportunidade operacional com elevada probabilidade de eliminação", acrescentou a mesma fonte, depois de os serviços de informações terem recebido dados sobre a localização.

De acordo com fontes da agência de notícias espanhola EFE na cidade palestiniana, cinco mísseis atingiram um edifício residencial, desencadeando um grande incêndio que as equipas da Defesa Civil no enclave ainda procuravam controlar.

O papel nas Brigadas al-Qassam

Al-Haddad era descrito como o último membro de alto escalão e de longa data ainda vivo das Brigadas al-Qassam, o braço armado do Hamas.

Cessar-fogo e impasse nas negociações

Mais de 850 pessoas morreram na Faixa de Gaza em consequência de bombardeamentos e operações israelitas desde o início do cessar-fogo, em 10 de outubro de 2025.

A trégua, alcançada com mediação dos Estados Unidos, Egito, Qatar e Turquia, permitiu a troca de reféns e prisioneiros, o recuo das tropas israelitas e a entrada de ajuda humanitária no território devastado, mas ainda não avançou para a segunda fase, destinada a alcançar uma paz permanente.

As etapas seguintes apontam para o desarmamento do Hamas e para a continuação da retirada gradual do exército israelita, que continua a controlar mais de 50% da Faixa de Gaza. No entanto, as conversações estão paradas há semanas, depois de a atenção internacional se ter deslocado para os conflitos no Irão e no Líbano, igualmente com a participação de Israel.

Ao longo dos últimos sete meses, Israel e o Hamas trocaram acusações repetidas de violações do cessar-fogo, e organizações de ajuda humanitária sustentam que as autoridades israelitas não autorizam a entrada do volume de assistência prometido no território.

Antecedentes da guerra

A guerra começou com os ataques liderados pelo Hamas a 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em resposta, Israel lançou uma operação militar de grande escala no enclave que, segundo as autoridades locais controladas pelos islamitas palestinianos, causou mais de 72 mil mortos, agravou a catástrofe humanitária, destruiu quase todas as infraestruturas do território e forçou a deslocação de centenas de milhares de pessoas.

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