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Covilhã Airshow 2026 regressa à Covilhã com acrobacias aéreas no coração da cidade

Jovens observam avião a fazer manobra com fumo branco em céu limpo, em evento ao ar livre com montanhas ao fundo.

O regresso do Covilhã Airshow à Covilhã

A história começou na Covilhã, em 1993, e é também à Covilhã que os estudantes de Aeronáutica da Universidade da Beira Interior (UBI) regressam com o seu festival aéreo - que sublinham ser o único no Mundo realizado por estudantes. O Covilhã Airshow acontece neste domingo e volta a trazer à cidade o espetáculo das acrobacias aéreas.

Desde 2011, o festival tinha passado a realizar-se em Castelo Branco, uma mudança motivada pela desativação do aeródromo da Covilhã, que deu lugar ao centro de dados da PT. Entre 2020 e 2022 houve apenas uma pausa, imposta pela pandemia de covid-19; depois disso, as edições seguintes mantiveram-se no aeródromo da capital de distrito.

A organização pertence aos alunos do Aeroubi & AS Covilhã - Núcleo de Estudantes de Engenharia Aeronáutica da UBI, em articulação com a Câmara Municipal da Covilhã. Em 2026, o local escolhido é o Complexo Desportivo da Covilhã, espaço que também recebe outros acontecimentos relevantes, como a Feira de Santiago.

O presidente do Aeroubi, Tomás Silva, explicou que as condições encontradas no complexo foram determinantes para o regresso. No local, é possível "ter mais público e mais focado, ter melhor acesso, ter infraestruturas de excelência para a montagem da área expositiva, sendo ainda um bom ponto de encontro com o talento produzido na academia". A sustentabilidade também pesou na decisão, já que, "aproveitando infraestruturas urbanas já existentes, reduz-se a pegada ecológica causada por transportes e montagens pesadas".

Edição de 2026: cidade, acrobacias e pilotos

Para Tomás Silva, a edição de 2026 "rompe com todos os moldes tradicionais, pois o festival abandona os aeródromos isolados e traz os aviões e as acrobacias diretamente para o coração da cidade". Sendo as manobras acrobáticas um dos grandes atrativos, o responsável referiu que, apesar de a data ter mudado de 9 para 17 de maio devido à chuva, "foi possível reagendar a presença dos pilotos que fazem parte da elite da acrobacia aérea".

Entre os participantes, foi desde logo destacado o campeão de Espanha de Voo Acrobático, Camilo Benito (CAP 10). A lista inclui ainda:

  • Luís Garção (Extra 330 LT)
  • Hélder Guerreiro (Vans RV-7)
  • Pedro Cunha Pereira (Citabria)
  • Patrulha Fantasma (Varieze VG-10 e SONEX)

Tecnologia, formação e próximos passos entre Covilhã e Castelo Branco

No recinto do Complexo Desportivo da Covilhã está prevista a instalação de um polo tecnológico, com simuladores de voo e "conversas curtas" (pequenas conversas) dedicadas a "o futuro da mobilidade aérea e da segurança". O programa inclui também uma mostra de aeromodelismo, uma mini-exposição de aeronaves não tripuladas (drones) e até lançamentos de foguetes, uma vez que "são matérias que fazem parte do curso de Aeronáutica".

Desde que o Aeroubi foi criado, em 1993, os estudantes asseguram a realização do Encontro Nacional de Aeronáutica, que integra as Jornadas de Aeronáutica da Covilhã e o festival aéreo.

Tomás Silva acrescentou outra razão para o retorno à base original: "Achamos que a população da Covilhã merece também o regresso do que foram os tempos passados". Tal como referiu, a equipa de estudantes encara esta volta a "casa" com elevada expetativa, esperando que o evento decorra de forma a ganhar estrutura e poder repetir-se, recuperando o que já foi.

Entretanto, o Município de Castelo Branco manterá a organização bienal do Beiras Airshow, sendo a próxima edição em 2027. Quanto a uma eventual presença futura no evento albicastrense, Tomás Silva não fecha a porta: "Tudo dependerá de como correr o Covilhã Airshow, que é, para já, nosso foco".

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