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Rodrigo Mora fala no Canal 11 sobre Jorge Costa, Farioli, mercado e Mundial

Homem jovem a falar numa conferência de imprensa desportiva com duas bolas de futebol à sua frente.

Rodrigo Mora, médio do F. C. Porto, esteve à conversa numa entrevista longa ao Canal 11, onde percorreu uma época bem conseguida dos azuis e brancos. Pelo caminho, falou da relação com os colegas, da influência de Thiago Silva, das reações de Farioli, do mercado e ainda do Mundial.

Rodrigo Mora recorda Jorge Costa e a mística do “Bicho”

Ao revisitar a temporada, o jovem de 18 anos voltou à memória da perda de Jorge Costa, sublinhando a forma como o antigo jogador e dirigente marcava o balneário.

"O Jorge sempre foi uma pessoa que brincava muito comigo, ele era brincalhão. O que eu tirava dele era sempre o empenho e a entrega que mostrava todos os dias, e o facto de ser uma pessoa sempre a sorrir, sempre divertido. Emocionei-me [na homenagem no estádio], porque pensei no que ele passou comigo no ano passado. Foi um ano importante para mim, e este ano não estar aqui a viver isto connosco, custa-nos um bocado. Mas foi por ele, ele merecia muito isto", começou por dizer, realçando a mística do “Bicho”.

Logo depois, reforçou o peso do exemplo deixado por Jorge Costa, tanto no passado como jogador como mais tarde enquanto diretor.

"O Jorge sentia muito o F. C. Porto. Sabia o que era honrar esta camisola e demonstrava isso quando era jogador e também como diretor. Passou-nos essa mensagem de quão difícil e exigente era vestir esta camisola, e acho que isso passou para a equipa", acrescentou.

Alvalade, Braga e o grupo dentro e fora de campo

Rodrigo Mora referiu ainda que o jogo de Alvalade funcionou como “um impulso extra”, recordou “o grande golo do Seko” em Braga e enquadrou esses momentos na união do plantel.

Sobre as ligações que foi criando ao longo da época, destacou três colegas com quem conviveu mais de perto e, já depois, a amizade com Seko Fofana.

"O João Costa, o Alberto e o Moura foram os três com quem andei mais este ano, dentro e fora de campo. Temos uma grande relação, apoiamo-nos uns aos outros e criamos amigos para a vida toda. O Seko Fofana também é um grande amigo, mas chegou mais tarde, em janeiro. Está a tentar ensinar-me francês", partilhou.

Da experiência de Thiago Silva às broncas em italiano de Farioli

Num plantel que juntou juventude e experiência, Mora fez questão de distinguir Thiago Silva pela dimensão do que aprende no dia a dia.

"É dos melhores centrais da história do futebol. Poder treinar com ele, falar com ele e ouvir os seus conselhos é algo que eu nunca imaginei. Aprendes tudo. Tudo o que ele disser, eu oiço Dá-me conselhos de futebol e mesmo de vida. Dentro de campo, ensina-me o caminho certo, a soltar a bola mais rápido ou a pressionar de forma mais agressiva. Fico-lhe muito agradecido", explicou.

Quanto a Farioli, Mora lembrou que a primeira palestra da época teve um simbolismo particular, servindo para fechar feridas de ambos os lados e apontar um recomeço.

"Lembro-me de ele falar das feridas que tínhamos da época passada e que ele também tinha [no Ajax], e que este era o momento para as curar. E esta época curou-as. Ele fala inglês connosco. Se falar italiano é porque já está chateado", confidenciou.

No que toca ao que mais valorizou no reconhecimento do treinador transalpino, apontou a leitura que este fez da sua maturidade e do esforço para se adaptar.

"Acho que foi ele ter percebido a minha maturidade e o quanto eu me esforcei para mudar para a tática dele. Não foi uma transição fácil mudar o meu estilo de jogo para o dele", contou.

Mercado, sonho no F. C. Porto e a ambição do Mundial

Já sobre o mercado, o médio garantiu que o encara “com naturalidade”, assumindo também que continuar no F. C. Porto “é sempre um sonho”. Por fim, projetou a eventual convocatória de Roberto Martínez para o Mundial.

"A Seleção tem muita qualidade, qualquer um pode ir. Se for, ficarei muito grato; se não for, estarei a apoiar. Posso dar a minha qualidade, a minha irreverência e imprevisibilidade. E posso ser o "amuleto da sorte", porque quando lá fui uma vez, vencemos a Liga das Nações", finalizou.

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