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Meghan Markle, duquesa de Sussex, inaugura o Memorial do Ecrã Perdido em Genebra com a OMS e a Fundação Archewell

Mulher fala num pódio no memorial Lost Screen com várias pessoas sentadas e velas no local.

A duquesa de Sussex marcou presença em Genebra, na Suíça, na inauguração do Memorial do Ecrã Perdido, uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Fundação Archewell, dedicada à memória de crianças vítimas de bullying no meio digital. Entre famílias em luto, responsáveis da área da saúde e ativistas, a cerimónia assumiu-se como um aviso de alcance global, com Meghan Markle no centro de um momento particularmente emotivo.

O evento realizou-se no domingo, na Praça das Nações, e reuniu, além de várias famílias que perderam filhos em contextos ligados à violência digital, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, bem como decisores políticos e especialistas em saúde.

Contexto do Memorial do Ecrã Perdido e da 79.ª Assembleia Mundial da Saúde

O memorial foi revelado na véspera da abertura da 79.ª Assembleia Mundial da Saúde. O projecto resulta de uma colaboração entre a OMS e a Fundação Archewell, criada por Meghan Markle e pelo príncipe Harry.

A instalação integra 50 caixas de luz, cada uma dedicada à lembrança de crianças e jovens cuja morte está associada a episódios de violência digital e ao impacto das redes sociais.

Um memorial que expõe o lado mais duro do mundo digital

Depois de ter sido mostrado pela primeira vez em Nova Iorque, em abril de 2025, no âmbito da campanha "Nenhuma Criança Perdida para as Redes Sociais", o memorial chega agora a Genebra. Para além de um espaço de homenagem, procura também funcionar como um alerta internacional para os perigos que o universo digital pode representar para os mais novos.

A cerimónia contou igualmente com o presidente da Câmara de Genebra, Alfonso Gómez Cruz, ministros da saúde e representantes de organizações focadas na protecção infantil, num ambiente fortemente marcado pelos testemunhos de famílias em sofrimento.

Meghan Markle lidera a cerimónia e pede responsabilidade às plataformas digitais

Com uma imagem discreta - fato preto e cabelo apanhado - Meghan Markle conduziu a cerimónia, centrando a intervenção na responsabilização das plataformas digitais. "Não são estatísticas. São crianças", afirmou, frisando que cada imagem ali apresentada corresponde a uma vida interrompida e a um futuro que deixou de existir.

Ao longo do discurso, a duquesa chamou a atenção para o efeito dos algoritmos e de sistemas desenhados para capturar a atenção dos utilizadores, defendendo que a segurança digital deve ser incorporada desde a concepção das tecnologias, em vez de ser tratada apenas depois de ocorrerem danos.

A dimensão humana da iniciativa ficou ainda mais evidente na proximidade demonstrada com as famílias presentes, com Meghan Markle a abraçar alguns familiares das vítimas.

Num dos trechos mais delicados da intervenção, a mulher do príncipe Harry recordou o testemunho de Amy Neville, mãe de um jovem de 14 anos, reforçando a urgência de uma resposta colectiva e estruturada para evitar novas tragédias.

No final, deixou um apelo à acção dirigido a pais, comunidades e decisores políticos, defendendo maior responsabilidade na forma como as plataformas digitais são desenhadas. A mensagem apontou para um futuro em que a tecnologia seja pensada para proteger - e não expor - crianças e adolescentes.

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