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Turquia condena interceção israelita da Flotilha Global Sumud rumo a Gaza

Grupo de pessoas com coletes salva-vidas junto a caixas de ajuda humanitária a bordo de barco com bandeira do Azerbaijão.

Turquia critica interceção israelita em águas internacionais

A Turquia censurou esta segunda-feira a interceção, por forças israelitas, de várias embarcações da Flotilha Global Sumud, que tinha zarpado da Turquia na semana passada com destino a Gaza, considerando que tal ação equivale a "constituindo um ato de pirataria".

Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros turco escreveu: "Condenamos a intervenção das forças israelitas em águas internacionais contra a Flotilha Global Sumud (...), o que constitui mais um ato de pirataria".

Ancara exigiu ainda que Israel "terminasse imediatamente a intervenção" e "libertasse incondicionalmente os participantes da flotilha intercetados".

De acordo com a mesma nota, "Estamos a trabalhar para garantir que os nossos cidadãos a bordo da flotilha possam regressar ao nosso país em segurança e estamos a acompanhar de perto a situação em cooperação com outros países".

A diplomacia turca apelou igualmente à comunidade internacional para assumir, sem demora, "uma posição comum e resoluta contra as ações ilegais de Israel".

Flotilha Global Sumud: participantes e embarcações rumo a Gaza

Segundo a agência noticiosa turca Anadolu, seguem a bordo 426 ativistas provenientes de 39 países, distribuídos por 52 barcos, incluindo 96 cidadãos turcos.

Os organizadores indicaram que, hoje, a flotilha para Gaza - com mais de 50 embarcações - foi intercetada ao largo de Chipre.

Cerca de 50 embarcações tinham partido do sudoeste da Turquia a 14 de maio, no âmbito desta iniciativa.

Bloqueio naval e antecedentes de interceções

Já esta manhã, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel tinha declarado que não permitiria qualquer violação do bloqueio naval legal imposto a Gaza. Esta é a terceira vez, num ano, que ativistas de diferentes países se juntam para tentar quebrar o bloqueio israelita a Gaza e fazer chegar ajuda humanitária à região devastada pela guerra.

Gaza vive uma acentuada falta de alimentos, água, medicamentos e outros bens desde o início do conflito entre Israel e o movimento islamita palestiniano Hamas, em outubro de 2023. As autoridades israelitas rejeitam as acusações de insuficiência de ajuda, afirmando que Gaza está "inundada" com ela.

As forças israelitas já tinham intercetado uma flotilha anterior em águas internacionais, ao largo da costa da Grécia, a 30 de abril. Nessa ocasião, a maioria dos militantes foi libertada rapidamente em Creta, mas dois foram detidos e permaneceram presos durante vários dias, antes de serem deportados.

Organizações humanitárias classificaram as detenções como ilegais e alegaram que os dois homens foram maltratados durante o período em que estiveram em Israel.

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