Mota-Engil: melhor arranque de sempre no 1.º trimestre de 2026
A Mota-Engil iniciou 2026 com o melhor primeiro trimestre de sempre, ao apresentar um resultado líquido de €35 milhões entre janeiro e março, o que representa um aumento de 31% face ao mesmo período do ano anterior. A informação foi comunicada esta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) pelo grupo liderado por Carlos Mota dos Santos.
No mesmo período, o volume de negócios totalizou €1394 milhões, mais 2% em termos homólogos. Este crescimento foi sustentado sobretudo pelo reforço da atividade em África, onde as receitas subiram 11% para €560 milhões, e também por uma evolução positiva na América Latina, com a faturação a avançar 3% para €573 milhões.
O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) cresceu 10% face a igual trimestre do ano passado, atingindo €234 milhões. Com este desempenho, a empresa aumentou a margem EBITDA em um ponto percentual, para 17%, salientando a “rendibilidade resiliente” nas várias geografias e o contributo da Engenharia Industrial em África, onde a margem EBITDA chegou a 24%.
Recorde de encomendas
No final de março, a carteira de encomendas da Mota-Engil alcançou um novo máximo histórico de €16,9 mil milhões, o que corresponde a mais 5% do que no final de 2025. Na área de Engenharia e Construção, este nível assegura uma visibilidade de execução de 3,6 anos.
A empresa indica que o reforço da carteira foi suportado pela contratação de novos projetos no valor de €1,5 mil milhões durante o trimestre, destacando-se, entre eles, a concessão do túnel Santos-Guarujá, no Brasil.
Em paralelo, o grupo sublinha que a carteira tem vindo a incorporar, em proporção crescente, “contratos de infraestruturas plurianuais e contratos de longo prazo”.
Financiamento e emissão obrigacionista
No que toca à estrutura financeira, a Mota-Engil manteve o rácio de dívida líquida sobre EBITDA abaixo de duas vezes, em linha com a meta definida no plano estratégico “Focus 2030”. O grupo assegurou ainda novo financiamento junto de várias instituições internacionais, incluindo um empréstimo de €200 milhões do Afrexim Bank.
A empresa, que irá pagar dividendos no dia 25 de maio, vai também apresentar esta quarta-feira, na Euronext em Lisboa, os resultados da mais recente emissão obrigacionista, operação com a qual captou €110 milhões.
Em causa está uma emissão de títulos de dívida a cinco anos dirigida ao retalho, com um juro anual de 4,6%. A Mota-Engil tinha inicialmente previsto emitir €50 milhões, mas acabou por avançar para um montante superior a mais do dobro, na maior colocação de dívida junto do retalho já realizada pela Mota-Engil.
Volume de negócios este ano deve crescer 10% a 15%
A construtora reiterou as projeções para 2026, apontando para um aumento do volume de negócios entre 10% e 15%. A empresa antecipa ainda a manutenção de uma margem EBITDA “estruturalmente resiliente” e de uma margem líquida de 3%.
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