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Learjet perde comunicações no Atlântico e mobiliza caças Rafale

Vista do interior de um cockpit com piloto a acenar para um jato branco a voar sobre o mar numa tarde ensolarada.

Um jacto executivo do tipo Learjet desencadeou, a 26 de abril, a activação de meios de defesa aérea de vários países europeus depois de deixar de responder por rádio durante um voo sobre o Atlântico. A ocorrência envolveu a Força Aérea Francesa (Armée de l’Air) e a Força Aérea Espanhola (Ejercito del Aire).

Alerta nas defesas aéreas de Espanha, Portugal e França

Segundo dados divulgados pelo Comando de Defesa Aérea e Operações Aéreas de França (CDAOA), a aeronave descolou de Tenerife, em Espanha, e manteve a rota atravessando espaço aéreo português e espanhol sem emitir qualquer comunicação rádio, o que levou à aplicação imediata dos procedimentos de alerta nos dois países.

Perante a falta de contacto, foram equacionados vários cenários, entre os quais um eventual sequestro, hipóxia a bordo ou uma falha nos sistemas de comunicação.

Intercepção ao Learjet com caças Rafale

Após o aviso das autoridades espanholas, as forças francesas fizeram descolar um Dassault Rafale que se encontrava em alerta a partir da Base Aérea 118, em Mont-de-Marsan, para assumir a missão de intercepção, rendendo os caças espanhóis EF-18 Hornet que já seguiam o jacto.

Quando se aproximou do Learjet, o piloto do Rafale verificou que a tripulação estava consciente e a operar normalmente a aeronave, observando também actividade regular na cabine. Com estas confirmações, ficaram afastadas as hipóteses mais graves, como sequestro ou incapacitação por hipóxia.

Para permitir a passagem pela zona de segurança de Paris, um segundo Rafale, baseado em Avord, tomou conta da escolta.

Contacto restabelecido e coordenação europeia (CDAOA)

Pouco depois, o Learjet recuperou as comunicações por rádio e continuou o trajecto sem incidentes até ao destino final, Bruxelas, concluindo a viagem ao fim de cerca de quatro horas.

De acordo com o CDAOA, a operação serviu para demonstrar a rapidez de resposta e a coordenação permanente entre os sistemas europeus de defesa aérea, que funcionam de forma integrada 24 horas por dia, sete dias por semana.

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