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Alan angaria 480 milhões de euros e chega a 5,5 mil milhões de euros: o “Revolut da saúde”

Mulher a usar app de saúde no smartphone, com computador portátil aberto numa mesa de café.

A startup francesa continua a somar rondas de financiamento.

Alan multiplica rondas de financiamento

Ao que tudo indica, a Alan não abranda. A figura de proa da French Tech anunciou uma ronda de 480 milhões de euros, liderada pelo fundo de investimento neerlandês Prosus, que entra agora no capital da empresa. Entre os participantes estão também os accionistas Index Ventures e Teachers Venture Growth. Com este reforço, o unicórnio passa a estar avaliado em 5,5 mil milhões de euros.

Ainda assim, o calendário do negócio levanta questões: a operação surge apenas três semanas depois de outra ronda de 100 milhões de euros, apesar de a empresa ter referido, em março, que tinha liquidez suficiente, segundo o Les Echos.

Expansão internacional e aquisições na estratégia da Alan

Como recorda o jornal económico, a equipa de gestão tem sido clara quanto às ambições além-fronteiras e ao plano de avançar com aquisições no futuro. Na prática, a Alan já opera em França, Espanha e Bélgica, e entrou recentemente no Canadá. Desde a sua criação, o unicórnio já comprou a Jour (saúde mental) e a ARO (análise de biomarcadores), além de ter assumido a Wave, um coach de saúde potenciado por IA.

O “Revolut da saúde”

A startup já atingiu o patamar de rentabilidade em França, mas ainda não o conseguiu à escala global, registando perdas de 26 milhões de euros em 2025. A empresa pretende, precisamente, tornar-se rentável em todo o mundo a partir de 2027, apoiando-se nos seus milhões de membros e nas 37 000 empresas e organizações públicas que nela confiam.

Para lá do seguro: aplicação, marketplace e assistente de IA

Como sublinha o diário económico, o unicórnio quer ir além da vertente de seguros e acompanhar todo o percurso de saúde dos clientes. Na sua aplicação já existe uma marketplace de produtos de saúde e bem-estar, bem como um contador de passos e um assistente de saúde com IA.

Citado pela Maddyness, Jean-Charles Samuelian, cofundador e CEO, explica: «Estamos a fazer um enorme trabalho para conseguir disponibilizar a mesma aplicação em todo o lado, as mesmas ferramentas de gestão de sinistros, as mesmas ferramentas de precificação, as mesmas ferramentas de gestão de fraude, as mesmas ferramentas de apoio ao cliente».

Esta visão leva muitos observadores a considerar que a Alan quer tornar-se o “Revolut da saúde”, através de uma aplicação que reúne todos os serviços necessários neste domínio. A ideia convence-o? Partilhe a sua opinião nos comentários.

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