A mais recente fornada de BMW M trouxe uma vaga de mudanças: mais potência e tecnologia, maior pegada em estrada, incremento de peso e, em alguns casos, até a adoção de um segundo eixo motriz. O M3 e o M4 são exemplos claros dessa evolução.
O que muda no BMW M2 xDrive
No meio desta transformação, o BMW M2 tinha-se mantido agarrado à receita que ajudou a cimentar a reputação da divisão M: dimensões mais contidas, seis cilindros em linha, tração traseira e caixa manual.
Para muitos entusiastas, o M2 parecia ser o derradeiro guardião da fórmula “clássica” dos BMW M. Só que isso deixa de ser totalmente verdade.
Pela primeira vez na sua história, o M2 passa a poder receber o sistema de tração integral M xDrive. Ainda assim, tal como acontece nos M3 e M4, existe um botão que muda tudo e permite que este M2 continue a poder comportar-se como um verdadeiro tração traseira.
BMW M Ignite: a nova tecnologia no seis cilindros S58
A tração integral não foi a única novidade. A BMW M aproveitou o lançamento para estrear a evolução mais recente do seis cilindros em linha S58, mantendo os 3,0 litros e os dois turbos. Desta forma, o M2 xDrive torna-se no primeiro a introduzir a tecnologia BMW M Ignite nos motores de seis cilindros da divisão M.
Este sistema, desenvolvido internamente pela marca alemã e com inspiração na competição, utiliza uma pré-câmara de combustão para tornar mais eficiente a ignição da mistura ar-combustível. Segundo o construtor, a solução baixa os consumos em situações de elevada carga, já cumpre a norma Euro 7 (entra em vigor em novembro) e não prejudica o desempenho.
A partir de meados de 2026, esta tecnologia passará a estar presente em todos os motores M de seis cilindros destinados ao mercado europeu.
Ficou mais potente?
Não ficou mais potente. O BMW M2 xDrive mantém os mesmos 480 cv e 600 Nm de binário do M2 de tração traseira. Ainda assim, a tração extra assegurada pelo eixo dianteiro permitiu melhorar a aceleração dos 0 aos 100 km/h, anulando até a desvantagem de 65 kg face ao M2 de tração traseira. O registo passa a ser feito em 3,7s - menos 0,3s do que na versão de duas rodas motrizes -, ao passo que os 200 km/h são atingidos em 12,8s.
A velocidade máxima continua limitada 250 km/h, podendo subir para 285 km/h com o pacote opcional M Driver’s Package.
Importa, no entanto, sublinhar que este sistema de tração integral não funciona de forma permanente. Na prática, é o eixo traseiro que recebe binário na maior parte do tempo, sendo este enviado para o eixo dianteiro através de uma embraiagem sempre que é detetada falta de aderência.
Há vários modos à disposição: 4WD, 4WD Sport (com maior envio de binário para o eixo traseiro) e, naturalmente, o 2WD (tração traseira), que só fica acessível com o DSC desligado (controlo de estabilidade dinâmico).
Tração traseira é para continuar
Apesar de o BMW M2 2026 passar a poder ser configurado, pela primeira vez, com tração integral, o mais compacto dos BMW M continuará a existir em versões de tração traseira, associadas às caixas de velocidades manual e automática.
Em Portugal, o BMW M2 xDrive já pode ser encomendado, com preços a começar nos 101 900 euros, cerca de 3000 euros acima do M2 de tração traseira com caixa automática. Curiosamente, é apenas 106 euros mais caro do que o M2 com caixa manual.
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