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MQ-9 Predator B NR.05 do Exército do Ar e do Espaço destacado para Lanzarote, nas Ilhas Canárias

Dois polícias junto a um drone militar estacionado numa pista de aterragem ao pôr do sol.
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Um drone MQ-9 Predator B do Exército do Ar e do Espaço foi destacado para a Base Aérea de Lanzarote, nas Ilhas Canárias, com vista a realizar operações de ensaio em ambientes de elevada exigência e, em paralelo, reforçar o dispositivo de segurança associado à visita do Papa Leão XIV ao arquipélago espanhol. O sistema, identificado pela designação militar NR.05, integra a frota de RPAS (Remotely Piloted Aircraft System) do Exército desde 2019, na sequência da sua aquisição à empresa norte-americana General Atomics Aeronautical Systems.

Objectivos do destacamento em Lanzarote

Sob coordenação do Mando Aéreo de Combate (MACOM), o destacamento em Lanzarote pretende validar as capacidades operacionais e logísticas do MQ-9 Predator B em cenários comparáveis aos de uma zona de operações. De forma complementar, o drone irá apoiar o dispositivo de segurança através do fornecimento de informação em tempo real, em articulação com outras medidas já definidas.

O contingente destacado nas Canárias é composto por militares da Ala 23, a unidade que opera principalmente os MQ-9 Predator B, baseada na Base Aérea de Talavera La Real, em Badajoz.

MQ-9 Predator do Exército do Ar e do Espaço espanhol

A componente RPAS NR.05 do Exército do Ar e do Espaço é constituída por quatro exemplares do MQ-9 Predator Block V, comprados à General Atomics Aeronautical Systems em novembro de 2015 por 158 milhões de euros, num processo concretizado após autorização prévia do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O pacote de aquisição incluía cinco sensores electro-ópticos MTS-B HD EP/IR, quatro radares SAR/MTI, duas estações de controlo em terra (GCS), um sistema anticolisão, equipamentos de apoio e terminais de ligação.

Aquisição e calendário de entregas do NR.05

Segundo fontes oficiais, o plano de entregas previa a chegada dos dois primeiros RPAS e de uma GCS em julho de 2017, uma segunda estação em outubro de 2018, e os dois sistemas restantes em abril de 2019 e de 2020. Contudo, após a adjudicação do contrato ao fabricante norte-americano, os dois primeiros sistemas só deram entrada em dezembro de 2019; um ano depois, em novembro de 2020, as duas últimas unidades, juntamente com uma GCS, foram recebidas na Base Aérea de Torrejón.

Em 2022, iniciou-se nas Ilhas Canárias o processo de certificação IOC (Initial Operational Capabilities) dos NR.05, assinalando o arranque do seu emprego pelo Exército do Ar em missões de vigilância e patrulhamento. A incorporação de novos sistemas tecnológicos acompanha a modernização dos RPAS da Ala 23 e alarga o leque de utilizações em missões no plano nacional e internacional, nomeadamente a participação nas Operações de Presença, Vigilância e Dissuasão (OPVD) do Mando de Operaciones (MOPS) no Mediterrâneo e no Tactical Leadership Programme da NATO.

Capacidades e missões do MQ-9 Predator B

O MQ-9 Predator é um RPAS do tipo II MALE (Medium Altitude Long Endurance), com autonomia de voo de 25 horas, alcance de 3000 quilómetros e teto operacional de 15 240 metros. Dispõe de capacidade de carga útil de 1746 quilogramas e de um peso máximo à descolagem de 4763 kg, valores que permitem a integração de um sistema electro-óptico/infravermelho e designador de alvos MTS-B EO/IR, do radar multimodo Lynx AN/APY-8 e do míssil guiado ar-superfície AGM-114 Hellfire.

Os MQ-9 Predator B são empregues em operações de informações, vigilância e reconhecimento (ISR), missões de apoio ao combate, identificação e aquisição de alvos terrestres e marítimos, operações de salvamento e busca e salvamento aéreo, guerra electrónica e NRBQ.

Nota da redação: Após a publicação deste artigo, o Exército do Ar e do Espaço removeu do seu portal oficial o comunicado que dava conta do destacamento do sistema NR.05 (Predator B) em Lanzarote. Até ao momento, não foram oficialmente divulgadas as razões desta decisão.

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