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Força Aérea de Honduras volta a colocar em serviço um Embraer T-27 Tucano e avalia o A-29 Super Tucano

Avião de treino branco no solo com dois pilotos de capacete e dois homens de uniforme militar com capacete.

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Reativação do Embraer T-27 Tucano na Força Aérea de Honduras

Depois de um longo trabalho de modernização e recuperação, a Força Aérea de Honduras voltou a integrar no serviço um Embraer T-27 Tucano, uma aeronave que se encontrava fora de operação há mais de uma década. A reativação deste treinador e avião de apoio táctico representa um avanço relevante para as capacidades operacionais da instituição e acontece em simultâneo com a apresentação do Embraer A-29 Super Tucano, modelo que poderá vir a fazer parte dos futuros planos de renovação da aviação militar hondurenha.

Programa de modernização do FAH 257 e regresso à operacionalidade

O aparelho recuperado, com a matrícula FAH 257, foi alvo de um programa de revitalização que durou cerca de oito meses. As intervenções ficaram a cargo da empresa norte-americana Partex Aviation Services, em parceria com a firma brasileira Tailwind Parts, permitindo devolver condições operacionais a uma plataforma que tinha permanecido inactiva durante mais de dez anos.

Impacto operacional: vigilância do espaço aéreo e combate ao narcotráfico

A instituição sublinhou que o regresso desta aeronave constitui um contributo estratégico para missões de vigilância e controlo do espaço aéreo nacional, sobretudo nas operações destinadas a combater o narcotráfico. Foi também destacada a actuação do pessoal técnico especializado da Força Aérea Hondurenha, cuja participação foi determinante para viabilizar o projecto, sob supervisão permanente do comandante-geral da força, o general de brigada Walter Yanuario Paz López.

Demonstração do Embraer A-29 Super Tucano e planos de renovação

Em paralelo com a apresentação do T-27 Tucano modernizado, autoridades hondurenhas lideradas pelo presidente e comandante-geral das Forças Armadas, Nasry Juan Asfura Zablah, deslocaram-se à Base Aérea Coronel Hernán Acosta Mejía para conhecer directamente as capacidades operacionais do A-29 Super Tucano. A iniciativa contou ainda com a presença do secretário da Defesa Nacional, Enrique Rodríguez Burchard; do chefe do Estado-Maior Conjunto, o general de divisão Héctor Benjamín Valerio Ardón; da embaixadora do Brasil nas Honduras, Andrea Watson; e de representantes da Embraer.

Uma eventual incorporação do A-29 Super Tucano poderá significar um salto qualitativo importante para a Força Aérea Hondurenha. Concebido para missões de vigilância, apoio aéreo aproximado, reconhecimento armado e interdição, este modelo foi desenvolvido e inicialmente operado pelo Brasil e encontra-se hoje ao serviço de várias forças aéreas da região. Se a aquisição se concretizar, o A-29 poderá complementar as capacidades dos caças Northrop F-5E e, eventualmente, substituir parte da frota de aeronaves de ataque Cessna A-37 Dragonfly, seguindo uma tendência regional semelhante à adoptada pelo Uruguai com a entrada do Super Tucano para substituir os seus veteranos A-37.

Créditos das imagens: Força Aérea de Honduras.


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