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Cruzador nuclear Almirante Nakhimov inicia a fase final das provas de mar

Fragata militar cinzenta em movimento no mar com marinheiros a bordo e guindastes industriais ao fundo.
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Provas de mar e saída de Severodvinsk

Num novo passo que o aproxima do regresso ao serviço, o cruzador nuclear Almirante Nakhimov da Armada Russa entrou na fase final das suas provas de mar - a terceira registada no longo e conturbado processo de modernização. A informação foi confirmada pelo gabinete de imprensa da Frota do Norte e, em paralelo, jornalistas e observadores locais conseguiram fotografar o navio a sair do porto de Severodvinsk, escoltado por rebocadores. A cidade situa-se na região de Arkhangelsk.

Modernização prolongada e obstáculos no programa

Importa recordar que o cruzador nuclear Almirante Nakhimov vem sendo submetido, pelo menos desde agosto passado, a diferentes provas de mar destinadas a validar as novas capacidades instaladas num programa de modernização que decorre há duas décadas. Como reportámos oportunamente, o primeiro conjunto de testes só pôde ser dado por concluído em dezembro do ano passado, altura em que o CEO da empresa russa JSC PO Sevmash, Mikhail A. Budnichenko, informou que a embarcação superou com sucesso as avaliações iniciais.

Para a Armada Russa, esse momento representou um marco relevante, tendo em conta que o cruzador nuclear esteve mais de 20 anos sem se fazer ao mar, uma vez que se encontra oficialmente em reparação e modernização desde 1999. Ainda assim, perante atrasos significativos e dúvidas quanto à utilidade do programa face à evolução dos cenários de combate naval, vários meios russos indicaram que, na prática, os trabalhos só terão começado em 2013.

Ao mesmo tempo, a instituição deparou-se com entraves consideráveis no processo de reparação e modernização de um dos navios gémeos do Almirante Nakhimov, o cruzador Pedro, o Grande. Neste caso, o desfecho nem sequer passou pela realização de testes iniciais no mar que permitissem delinear o retorno ao serviço activo, já que Moscovo optou por não dar continuidade aos trabalhos e avançar para a sua desactivação definitiva. Na altura, o Kremlin argumentou que a experiência acumulada com o Almirante Nakhimov apontava para a necessidade de investimentos muito elevados que, face ao risco de derrapagens nos calendários e à possibilidade de reorientar recursos para outros projectos, tornavam os planos originais inviáveis.

Capacidade de fogo e sistemas previstos no Almirante Nakhimov

Apesar dos problemas associados ao programa de modernização, importa sublinhar que, uma vez concluído, este deverá aumentar de forma considerável as capacidades do cruzador Almirante Nakhimov, sobretudo no que toca ao seu poder de fogo. Com base em relatos anteriores, é possível afirmar que a Armada Russa pretende equipar o navio com até 174 tubos no seu sistema de lançamento vertical de mísseis - um número que ultrapassaria de forma expressiva o de contrapartes das principais marinhas do mundo. A título ilustrativo, os cruzadores norte-americanos da classe Ticonderoga utilizam cerca de 122 tubos no total, enquanto os Tipo 55 de origem chinesa dispõem de aproximadamente 112.

A isto somar-se-á a integração de um leque amplo de capacidades antiaéreas, um elemento essencial para o adaptar ao combate moderno, sobretudo perante a utilização crescente de drones em conflitos recentes. Em particular, analistas têm referido que o Almirante Nakhimov deverá receber novos sistemas de defesa do tipo Fort-M, bem como modelos Pantsyr-M. Por fim, quanto às peças de artilharia de 130 mm instaladas a bordo, foi tomada a decisão de substituir os antigos sistemas duplos AK-130 pelos mais recentes AK-192M.

Imagem de capa: @fotoflota no X

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