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Rafale da França intercetam Sukhoi Su-30SM2 da Rússia no Báltico em missão da OTAN

Piloto francês em cockpit de caça durante voo, com outro caça a sobrevoar o oceano ao fundo.

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Interceção no Báltico: Rafale franceses e Sukhoi Su-30SM2

Nos últimos dias, caças Rafale da Força Aérea e do Espaço de França foram accionados para intercetar duas aeronaves Sukhoi Su-30SM2 da Aviação Naval da Marinha Russa, depois de estas terem entrado em zonas de responsabilidade aérea dos países bálticos sem apresentarem um plano de voo previamente notificado. A confirmação foi feita pelo Estado-Maior das Forças Armadas francesas, que sublinhou que os aparelhos franceses descolaram em regime de alerta de reação rápida e acompanharam os aviões russos até estes abandonarem o espaço aéreo aliado.

Missão de Policiamento Aéreo da OTAN no Báltico

Este incidente enquadra-se directamente na participação de França na missão de policiamento aéreo da OTAN no Báltico, uma operação mantida pela Aliança desde a adesão da Lituânia, Letónia e Estónia, em 2004. Neste momento, França mantém um destacamento em Šiauliai, na Lituânia, constituído por quatro caças Rafale, projectado em março deste ano para substituir o contingente espanhol e cumprir a missão em rotação com outras nações membros da organização.

Interceções recentes e maior actividade aérea russa

O caso junta-se a várias interceções registadas na região nos últimos meses. Segundo informação divulgada anteriormente pelo Ministério da Defesa da Lituânia, entre 13 e 19 de abril aeronaves da missão de Polícia Aérea da OTAN no Báltico tiveram de ser activadas em quatro ocasiões para identificar e acompanhar aviões militares russos que operavam sem cumprir requisitos internacionais de navegação aérea. Entre as irregularidades apontadas estavam voos com os transponders desligados e a inexistência de planos de voo submetidos às autoridades competentes, factores que dificultam a identificação das aeronaves e elevam o risco de incidentes no tráfego aéreo.

Esta nova interceção surgiu também poucos dias após uma operação aérea russa de maior dimensão observada a 21 de abril. Nessa data, uma formação com dois bombardeiros estratégicos Tu-22M3, escoltados por cerca de dez caças, incluindo Sukhoi Su-30 e Sukhoi Su-35, realizou um voo sobre águas internacionais do Mar Báltico. Durante a missão, os Rafale franceses actuaram em conjunto com aeronaves da Suécia, Finlândia, Polónia, Dinamarca e Roménia para vigiar e escoltar o agrupamento aéreo russo.

O Mar Báltico continua a ser uma das áreas que mais exigem vigilância aérea por parte da OTAN. A região concentra uma parte significativa das rotas utilizadas pela Rússia para ligar o seu território ao enclave de Kaliningrado, o que gera uma actividade militar aérea intensa. Mesmo antes do início da guerra na Ucrânia, a Aliança realizava cerca de 300 interceções por ano no norte da Europa. Desde 2022, contudo, esse total tem aumentado de forma constante, reflectindo o agravamento das tensões e a maior actividade militar na zona.

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