Saltar para o conteúdo

Saab apresenta o primeiro caça Gripen F para a Força Aérea Brasileira (FAB) a 2 de junho

Dois pilotos em fato verde caminham em frente a um avião de caça com bandeiras do Brasil e da Suécia ao fundo.

Apresentação do primeiro Gripen F para a Força Aérea Brasileira (FAB)

A Saab apresentou oficialmente, esta terça-feira, 2 de junho, o primeiro caça Gripen F destinado à Força Aérea Brasileira (FAB), numa cerimónia realizada nas instalações da empresa em Linköping, na Suécia.

Esta aeronave corresponde à variante biplace da família Gripen E e foi concebida para responder às necessidades operacionais e de instrução das forças aéreas modernas, reunindo numa única plataforma o treino de conversão operacional e a capacidade de combate.

Co-desenvolvimento com o Brasil e transferência de tecnologia

Enquanto cliente de lançamento do Gripen F, o Brasil teve participação activa no co-desenvolvimento da versão de dois lugares. Esse trabalho conjunto permitiu um envolvimento industrial directo, sustentado por uma cooperação de longo prazo. Segundo a Saab, um vasto programa de transferência de tecnologia formou centenas de engenheiros e técnicos e, em paralelo, a base industrial de defesa nacional reforçou competências avançadas de concepção e desenvolvimento.

A apresentação do Gripen F representa uma conquista partilhada entre a Saab, a indústria brasileira e a FAB, reflectindo a profunda confiança que construímos juntos ao longo de muitos anos. O desenvolvimento desta aeronave em conjunto demonstra a maturidade desta colaboração, pois representa não só um caça altamente capaz para a Força Aérea Brasileira, mas também o resultado concreto de um desenvolvimento conjunto, fruto de uma ambição partilhada”, afirma Lars Tossman, responsável pela área de negócio Aeronautics da Saab.

Capacidades do Gripen F, testes e calendário do programa

Pensado para um período de rápidas mudanças, o Gripen F, tal como o Gripen E, integra desempenho de elevado nível, sensores avançados e uma arquitectura considerada revolucionária. A incorporação de um segundo cockpit totalmente independente permite realizar missões com orientação de instrutores num caça plenamente operacional, colocando os pilotos em condições reais de missão.

Com isso, a conversão e o treino preparatório de pilotos podem ser acelerados de forma significativa face aos prazos convencionais. Em simultâneo, a eficácia operacional em cenários de elevada ameaça é reforçada graças à repartição da carga de trabalho e ao aumento da capacidade de comando da missão.

Antes da entrega final à FAB, a aeronave será submetida a uma campanha de ensaios no Centro de Ensaios em Voo da Saab (Flight Test Centre), na Suécia.

O contrato entre a Saab e o Governo brasileiro, assinado em 2014, prevê o desenvolvimento e a produção de 36 unidades: 28 Gripen E e oito Gripen F. As entregas tiveram início em 2020 e, até ao momento, foram entregues 11 caças. A Saab refere ainda que já recebeu encomendas do Gripen F por parte da Tailândia e da Colômbia.

Informações da Saab

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário