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MPor visita a Vaisala Oyj na Finlândia para acompanhar estações meteorológicas EMS-A em aeroportos brasileiros

Dois técnicos com equipamento de monitorização no aeroporto e avião a taxiar na pista ao fundo.

Visita técnica à Vaisala Oyj na Finlândia

Entre 19 e 21 de maio de 2026, representantes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) realizaram uma visita técnica às instalações da Vaisala Oyj, na Finlândia, com o objectivo de ver de perto as tecnologias meteorológicas adquiridas pelo Governo Federal e hoje em utilização em aeroportos brasileiros.

A deslocação integrou as acções de acompanhamento dos investimentos destinados à modernização da infraestrutura aeroportuária regional e ao reforço da segurança na aviação civil.

A delegação brasileira contou com a directora de Investimentos da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), Luiza Deusdará, com a coordenadora-geral de Investimentos, Juliana Nunes, e com o coronel-aviador da reserva Luiz Paulo da Silva Costa, gerente de Projectos Especiais de Aviação da Hobeco Sudamericana.

Tecnologias EMS-A em aeroportos brasileiros

Durante a agenda, a equipa teve acesso a sensores e a soluções tecnológicas aplicadas no projecto de implementação das Estações Meteorológicas de Superfície Automáticas, associadas à Estação de Radiodifusão Automática de Aeródromo (EMS-A/ERAA), designadas, de forma abreviada, por EMS-A.

Os equipamentos são fornecidos pela Vaisala e a integração em território brasileiro é feita pela Hobeco Sudamericana. O programa incluiu passagens pelas linhas de produção e reuniões técnicas focadas na evolução tecnológica, na integração de sistemas e na prestação automatizada de serviços meteorológicos.

Segurança operacional, parceria com CISCEA/DECEA e custos

Segurança operacional – O MPor mantém uma parceria com a Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), organismo ligado ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), para viabilizar a aquisição, a instalação e a homologação das estações EMS-A em aeroportos de pequeno porte, distribuídos por diferentes regiões do país. Cada estação tem um custo médio de R$ 4,8 milhões.

Desde o arranque do projecto, em 2018, já foram implementadas no Brasil mais de 40 estações meteorológicas automáticas. Neste momento, outras dez encontram-se em fase de execução, com previsão de entrarem em funcionamento ainda em 2026.

Apoio às operações e acesso via RedeMET

Estas estruturas são consideradas determinantes para apoiar pilotos e equipas operacionais na tomada de decisões antes e durante os voos. Ao disponibilizarem dados meteorológicos fiáveis e permanentemente actualizados, permitem planear as operações com maior eficiência e adoptar medidas preventivas quando há condições atmosféricas adversas. As estações EMS-A instaladas no país estão ligadas à RedeMET e podem ser consultadas por qualquer pessoa.

Para a directora de Investimentos da SAC, Luiza Deusdará, a visita possibilitou acompanhar de forma próxima soluções estratégicas para o avanço da aviação regional brasileira. “Conhecer presencialmente as tecnologias utilizadas nos aeroportos brasileiros é fundamental para garantir que os investimentos públicos estejam alinhados às melhores práticas de segurança. As estações meteorológicas ampliam a confiabilidade das operações aéreas e contribuem diretamente para a integração de localidades remotas”, afirmou.

Na avaliação da coordenadora de Investimentos da SAC, Juliana Nunes, a iniciativa conjuga modernização tecnológica com uma aplicação eficiente dos recursos públicos destinados à aviação regional. “A visita técnica foi importante para acompanharmos de perto a tecnologia adquirida pelo Governo Federal e garantir que os investimentos realizados estejam alinhados às necessidades do país”, destacou.

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