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Sanitários públicos do Parque do Rossio em Amarante com 17 mil euros em prejuízos por vandalismo

Homem de colete amarelo fotografa cabine vandalizada junto a rio, com fita de isolamento a redor.

Sanitários públicos do Parque do Rossio em Amarante sob sucessivos atos de vandalismo

Os sanitários públicos do Parque do Rossio, em Amarante, têm voltado a ser danificados por repetidos atos de vandalismo, situação que já obrigou a encerramentos temporários e a novas intervenções de reparação. De acordo com a Câmara Municipal, desde o início do ano os prejuízos acumulados aproximam-se dos 17 mil euros, incidindo sobre equipamentos que tinham sido requalificados há pouco tempo.

Luís Cardoso, mecânico reformado, diz ficar desolado quando se depara com o estado a que, por vezes, chegam alguns equipamentos urbanos. "Vejo isto com muita tristeza. Acho que nunca irá acabar. Aqui e noutros lugares. Antigamente, em dez jovens, um era rebelde. Hoje em dia, em dez jovens, nove são rebeldes", afirma.

O amarantino compara ainda atitudes de outras épocas com as atuais. "No meu tempo, se algum rapaz dizia algo mais brusco, nós escondíamo-nos de vergonha. Hoje é precisamente o contrário", lamenta.

Também Cláudia Cunha, emigrante que regressou por uns dias à terra natal para participar nas "Festas do Junho", em honra de São Gonçalo, elogia a requalificação dos espaços públicos, mas critica quem os estraga. "Vejo com agrado a recuperação do mobiliário público. É pena que haja quem o destrua. Usei agora o WC do Rossio e estava em condições. A Câmara já o tinha recuperado", refere.

Aumento dos estragos e equipamentos também visados

O presidente da Câmara, Jorge Ricardo, reconhece que a dimensão dos danos tem vindo a agravar-se e destaca que, além dos sanitários do Rossio, o elevador do parque de estacionamento também tem sido alvo de vandalismo.

Sem que seja possível identificar os responsáveis, o município está a avaliar medidas adicionais para prevenir novas ocorrências, entre as quais a instalação de videovigilância, o reforço da fiscalização e a possibilidade de limitar horários. Atualmente, os sanitários estão abertos 24 horas por dia, mas a autarquia admite vir a encerrá-los durante a noite.

Nos últimos anos, o município procedeu à recuperação e modernização de vários sanitários públicos, incluindo os do Rossio, os do Largo de São Gonçalo e, mais recentemente, os do Arquinho. No conjunto, o investimento atinge várias centenas de milhares de euros.

Estragos pelo país

As câmaras municipais deram conta ao JN dos danos mais significativos que tiveram de reparar nos seus territórios ao longo dos últimos dois anos.

  • Góis
    O município de Góis registou duas ocorrências de vandalismo no Parque de Lazer do Cerejal, uma em 2024 e outra em 2025, num total superior a mil euros. Ambas as situações foram comunicadas às autoridades.

  • Armamar
    Desde 2024, a Câmara de Armamar contabiliza oito episódios de vandalismo. Foram instaurados quatro processos-crime e feitas quatro participações. Entre os estragos, contam-se danos no parque infantil da freguesia de Santiago, em sinais de trânsito em Folgosa, na porta do Mercado Municipal de Armamar e um incêndio num edifício na freguesia de São Cosmado.

  • Vila Real
    A Câmara de Vila Real registou quatro ocorrências desde 2024, duas das quais foram participadas às autoridades. Um ato de vandalismo, registado este ano, representou um custo de cerca de 250 euros para o município, tendo o autor sido identificado, segundo indica ao JN.

  • Mogadouro
    Em Mogadouro, há registo de vandalismo em monumentos e bens culturais, com destaque para o Castelo de Mogadouro, sendo que duas ações de limpeza tiveram um custo de mil euros cada. Além disso, são denunciadas "subidas a muros e paredes de bens culturais imóveis", nomeadamente nas Ruínas da Igreja dos Mouros (Capela de S. Fagundo), em Urrós.

  • Vizela
    Embora, nos últimos anos, não existam registos de vandalismo considerado relevante, a Câmara de Vizela refere o furto de dois bustos do espaço público e a ocorrência de incêndios em caixotes do lixo.

  • Maia
    No Município da Maia, desde 2024 foram assinalados 13 casos de vandalismo, incluindo quatro relacionados com grafitos e outros quatro com arrombamentos de portas de edifícios públicos. Há ainda uma situação de ocupação de um edifício público, bem como danos em monumentos, em parques infantis e em jardins.

  • Moita
    Em 2025, o concelho da Moita relata atos frequentes de vandalismo no elevador do túnel da Baixa da Banheira, incluindo o corte intencional de cabos, no Parque José Afonso.

  • São Pedro do Sul
    Em 2024 e em 2025, São Pedro do Sul registou três episódios de vandalismo com indemnização pela seguradora. Um dos casos foi comunicado à GNR. Este ano, já ocorreram mais três situações (em duas delas, a seguradora suportou os danos).

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