Era difícil correr mal: o Mitsubishi ASX assenta numa das plataformas mais competentes do mercado.
A nova investida da Mitsubishi na Europa está a ser feita com determinação e sem meias-medidas. A marca nipónica traçou metas ambiciosas para os próximos anos e, entre as novidades mais esperadas, estava precisamente este modelo: o Mitsubishi ASX 2024.
Estamos perante a atualização de um automóvel que já existia no portefólio da Mitsubishi, mas que chega agora com mais trunfos. Um SUV que, como é sabido, partilha praticamente tudo com um «campeão de vendas» e um dos modelos mais procurados em Portugal: o Renault Captur.
Neste vídeo, mostramos o que joga a favor e contra do novo Mitsubishi ASX:
Fazer a diferença nos detalhes
Para se afastar do antecessor e também do seu «irmão» Captur, o Mitsubishi ASX recebeu retoques visuais. A alteração mais marcante aconteceu na frente, onde surge a nova grelha Dynamic Shield, já associada à identidade estética da marca.
Na prática, traduz-se numa grelha mais ampla, ligada aos faróis dianteiros e com um efeito tridimensional, pensada para reforçar a perceção de robustez nesta zona.
No restante, a distinção faz-se sobretudo em pormenores: novas jantes de 18″ e a designação do modelo na traseira. Ainda assim, é no habitáculo que o Mitsubishi ASX atualizado se transforma de forma mais evidente.
Muitos e bons argumentos
Sei bem que os fãs mais conservadores da marca japonesa nem sempre veem com entusiasmo a utilização de soluções da Aliança Renault Nissan Mitsubishi nos modelos Mitsubishi.
Ainda assim, os números apontam noutra direção: a Mitsubishi continua a reforçar a sua posição na Europa. Depois de um crescimento de 3,5% em 2023, a expectativa passa por aumentar 25% este ano.
E quando se entra no interior do Mitsubishi ASX, torna-se complicado apontar grandes críticas. Há espaço a sério, bom nível de equipamento, tecnologia atual e uma ergonomia muito bem resolvida. A Renault fez um trabalho muito competente para a Mitsubishi - e a marca japonesa soube tirar o máximo partido disso.
Tal como digo no vídeo, a modularidade do habitáculo é, de facto, um dos maiores pontos fortes deste modelo.
Há área suficiente para que possa assumir o papel de carro principal em muitas famílias. E, no que toca ao sistema de infoentretenimento, o que refiro no vídeo em destaque é claro: é dos melhores que se encontram neste segmento.
Comportamento à francesa
Como partilha toda a base e componentes com o Renault Captur, isso sente-se imediatamente ao volante. Este japonês acaba por seguir a bem conhecida «escola francesa», onde o conforto ocupa o lugar de prioridade n.º 1… e ainda bem.
Quem escolhe um SUV deste tipo não está à procura de tempos de volta. Por isso, o conforto está bem assegurado, enquanto a vertente dinâmica fica mais em segundo plano - diria que é segura e previsível, nada mais do que isso.
Ainda assim, há um ponto em que a Mitsubishi podia ter ido mais longe: o isolamento dos ruídos de rolamento. Em asfalto bom, a sensação é positiva; já em piso degradado, poderia ser melhor. E, devo acrescentar, parece-me mais evidente no ASX do que no Captur. Veja o vídeo para perceber exatamente do que estou a falar.
Preço bem ajustado
Para competir a sério neste segmento, não chega ter um bom produto: é preciso apresentar um preço competitivo. E, nesse capítulo, o Mitsubishi ASX 2024 posiciona-se ao nível dos rivais.
Em Portugal, já pode ser comprado a partir de 24 500 euros - um pouco acima, quando se somam as despesas administrativas - na versão com o eficaz motor 1.0 turbo a gasolina de 90 cv.
Por este valor, o que chega à garagem é um SUV com um nível de equipamento competente e um motor suficientemente agradável para a maioria das utilizações, tanto em cidade como em viagens mais longas.
Para quem procura mais força, existe a alternativa 1.3 turbo, que pode chegar aos 160 cv de potência. Ainda assim, a opção que poderá despertar mais interesse será a versão bi-fuel (gasolina/GPL), com chegada prevista para o final do ano.
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