O Audi e-tron GT 2024 segue a mesma receita aplicada ao seu «primo» Porsche Taycan - modelo com o qual partilha integralmente a base técnica - e chega com três grandes promessas: mais autonomia, carregamentos mais rápidos e um reforço de potência… um reforço muito expressivo.
Ao mesmo tempo, a Audi reorganizou a oferta e, nesta fase, a gama passa a resumir-se a três variantes com a assinatura mais desportiva da marca: S, RS e RS Performance.
Em comum, todas contam com dois motores elétricos (um em cada eixo). Logo na versão de acesso, o S e-tron GT declara 500 kW de potência, equivalentes a 680 cv - isto é, mais 34 cv do que o anterior RS e-tron GT. Cumpre os 0–100 km/h em 3,4s e atinge 245 km/h de velocidade máxima.
Já o RS e-tron GT eleva a fasquia para 630 kW (857 cv), mas é o RS e-tron GT Performance que concentra as atenções: 680 kW (925 cv), o que o coloca como o Audi de estrada mais potente de sempre, com uma margem ampla.
A marca anuncia, para o RS e-tron GT, 2,8s dos 0 aos 100 km/h, enquanto o RS e-tron GT Performance baixa esse registo para 2,5s. Em ambos, a velocidade máxima fica limitada a 250 km/h.
Entre as novidades do Audi e-tron GT 2024 destaca-se ainda uma função de sobrepotência de série nos RS e RS Performance, que disponibiliza temporariamente mais 70 kW (95 cv) durante 10 segundos. A ativação faz-se através do satélite de controlo esquerdo no volante e existe inclusive uma contagem decrescente visível no cockpit.
Bateria maior, mas mais leve
À semelhança do que já aconteceu no Taycan, o Audi e-tron GT também foi alvo de redução de peso em alguns componentes. O motor montado no eixo traseiro ficou 10 kg mais leve e a bateria perdeu mais 9 kg. Ainda assim, o conjunto da bateria continua a apontar para 625 kg.
A redução surpreende sobretudo porque a capacidade aumentou: passa para 97 kWh líquidos (105 kWh totais), quando antes era de 84 kWh líquidos (93 kWh totais). Como seria expectável, a autonomia beneficia desta evolução, podendo agora chegar até 609 km (ciclo combinado WLTP).
Além de uma bateria com mais capacidade, a Audi também reforçou a potência de carregamento do e-tron GT 2024, que passa a suportar um pico de 320 kW em corrente contínua (DC) - mais 50 kW do que anteriormente. São necessários 18 minutos para ir dos 10% aos 80% de estado de carga.
Melhorias dinâmicas
Há outras alterações que refletem o que foi visto no Porsche Taycan, incluindo a adoção de novos discos de travão em aço e a suspensão pneumática de duas câmaras/válvulas, solução que alarga a amplitude de ajuste do amortecimento.
Em opção, o e-tron GT pode receber a suspensão ativa da Porsche, que promete praticamente anular os movimentos da carroçaria em curva, travagem ou aceleração. Soma-se ainda uma função que facilita entrar e sair do automóvel, ao permitir elevar a altura ao solo entre 55 mm e 77 mm em poucos segundos.
Também na lista de opcionais, o Audi e-tron GT 2024 pode contar com eixo traseiro direcional, com as rodas traseiras a poderem virar até 2,8º.
Diferente, mas igual
Por fim - e sem perder relevância -, o e-tron GT recebeu ajustes no exterior e no interior, embora de forma discreta.
Para separar melhor o S e-tron GT dos mais potentes RS e-tron GT, o primeiro exibe inserções triangulares prateadas nas entradas de ar dianteiras, ao passo que o segundo recorre a tomadas de ar com desenho mais agressivo em “L”.
Existe igualmente um novo padrão hexagonal na Singleframe (máscara dianteira) e, na traseira, o difusor foi redesenhado. Juntam-se novas jantes e novas cores.
No habitáculo, as alterações são ainda mais subtis, com novos bancos, um novo volante e um Audi Virtual Cockpit capaz de apresentar mais informação.
Há materiais novos, com maior foco na sustentabilidade, e passa a existir opcionalmente um teto panorâmico inteligente. Este pode tornar-se opaco com um simples botão, graças à tecnologia de cristais líquidos dispersos em polímero (PDLC).
Para quando?
As três versões do Audi e-tron GT 2024 já podem ser encomendadas. Os preços ficam compostos da seguinte forma:
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