Depois de ter apresentado o Mistral como o último capítulo do lendário motor W16, a Bugatti volta a contrariar as expectativas com o Brouillard, que também mantém esse bloco mecânico.
Mas este não é apenas mais um modelo de produção ultra-limitada. O Brouillard é um exemplar único - o primeiro one-of-one do novo programa Solitaire, pensado para materializar pedidos totalmente específicos de cada cliente.
Baseado no Bugatti Mistral, o Brouillard conserva a plataforma e o motor W16, mas, segundo Frank Heyl, chefe de design da Bugatti, em declarações à Autocar, “não há um único painel igual”. Entre as diferenças estão o tejadilho fixo parcialmente transparente e os «ombros» traseiros e guarda-lamas mais marcados.
A inspiração noutros modelos da marca, como o Veyron, também está presente, com a dupla entrada de ar no tejadilho, funcional, e uma postura visual mais inclinada para a frente.
A tudo isto somam-se um novo spoiler, para-choques redesenhados e saídas de escape colocadas na vertical. Não faltam ainda elementos de design bem conhecidos da marca, como a grelha em ferradura em alumínio e as óticas traseiras em formato de “X”.
O interior também foi profundamente revisto, com destaque para o padrão xadrez verde - tartan -, fornecido por uma casa parisiense de tecidos de luxo, e para o uso extensivo de fibra de carbono com acabamento esverdeado.
Por ser um coupé, o Brouillard integra no habitáculo a icónica linha iluminada em forma de “C” que estreou no Bugatti Chiron.
8,0 litros, 16 cilindros e quatro turbos
Por baixo desta carroçaria exclusiva mantém-se o motor W16 tetraturbo de 8,0 litros e 1600 cv, que transmite a potência às quatro rodas através de uma caixa de dupla embraiagem de sete velocidades.
Tal como o Mistral, os números são absurdos - velocidade máxima superior a 440 km/h -, mas no Brouillard o verdadeiro foco está na personalização e no estatuto de peça única.
Nem todos podem aderir ao Solitaire
E nem é pelo preço astronómico que se encomendam modelos deste tipo: estima-se que o Bugatti Brouillard - que será mostrado na próxima semana no Pebble Beach Concours, mas só será entregue em 2027 - tenha custado 13 milhões de euros, tornando-se até mais caro do que o La Voiture Noire. O valor final, esse, deverá ficar guardado a sete chaves.
A Bugatti refere que, para entrar neste programa exclusivo e poder encomendar um modelo único, é necessário já ter historial com a marca, além de uma coleção.
A nova divisão tem capacidade para criar um modelo único a cada seis meses, e tudo indica que já existam mais projetos em desenvolvimento - agora com base no novo Tourbillon e no seu V16 híbrido. E é possível que nem todos venham a ser tornados públicos, caso os clientes prefiram manter a discrição.
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