O BMW Série 1 acaba de estrear a geração F70. À primeira vista pode não parecer, mas a BMW assegura que não se trata apenas de um simples facelift da geração F40.
Além de uma frente atualizada, chegam alterações relevantes e várias novidades, incluindo no habitáculo. Pela frente, mantém como principais rivais os alemães Audi A3 e Mercedes-Benz Classe A, que também foram renovados e trazem novos trunfos.
Nesta nova fase, o BMW Série 1 passa a medir 4,361 mm (mais 42 mm) e a altura sobe para 1,459 mm (mais 25 mm). A distância entre eixos mantém-se nos 1,800 mm.
Por fora, a silhueta continua muito próxima da anterior, com a grande diferença a concentrar-se na dianteira: a frente é agora mais baixa face ao antecessor, surge uma nova grelha com barras diagonais e verticais e os faróis LED passam a integrar elementos verticais.
Em opção, podem ser escolhidos faróis LED adaptativos e, pela primeira vez nesta gama, um tejadilho pintado numa cor diferente da restante carroçaria.
Nas versões com uma imagem mais desportiva - equipadas com o pacote desportivo M - aparecem novas possibilidades de configuração. Mas, a par do que ganha, convém também apontar aquilo que este modelo deixa para trás.
Menos uma letra e menos botões
O BMW Série 1 (F70) torna-se o primeiro modelo da marca a abandonar o sufixo “i”, tradicionalmente usado para identificar as versões com motor a gasolina. E, no interior, há igualmente mudanças por via de algumas ausências.
A marca afastou o revestimento em pele animal e disponibiliza, como opcional, bancos aquecidos e funções de massagem - embora estas últimas fiquem reservadas aos assentos desportivos.
O BMW Série 1 2024 passa a contar com uma caixa de velocidades redesenhada e com o BMW Curved Display. Os ecrãs são totalmente digitais e incluem um painel de instrumentos de 10,25” e um ecrã central de 10,7”.
No infoentretenimento, é utilizada a mais recente geração do BMW iDrive (sem comando rotativo), com QuickSelect e o novo sistema operativo BMW System 9.
Há agora menos comandos físicos, incluindo os do sistema de ventilação, que passam a ser virtuais. Este é um caminho que o sector tem dado sinais de querer reverter em modelos mais recentes. Ainda assim, a BMW avança na direção da digitalização total - algo que poderá não convencer a maioria dos condutores.
Olá híbrido ligeiro, adeus espaço na bagageira
A bagageira continua longe de ser a referência do segmento. Mantém os mesmos 380 litros de capacidade - ou 1200 litros com os bancos rebatidos - tal como na geração F40, mas esse valor não se aplica a toda a gama.
Nas versões 120 e 120d, a capacidade desce. Com a adoção de um sistema de híbrido ligeiro de 48 V, passam a oferecer apenas 300 litros, ou 1135 litros com os bancos rebatidos. Segundo a marca, esta solução torna o modelo mais eficiente. Fica a dúvida sobre se o ganho de eficiência compensa o espaço perdido.
Caixa manual desaparece
Uma das alterações mais marcantes nesta nova geração do BMW Série 1 é o fim da caixa manual. Em toda a gama, a transmissão passa a ser a automática de dupla embraiagem Steptronic de sete velocidades.
O BMW 120 surge com um motor a gasolina de três cilindros, com 125 kW (169 cv), e cumpre os 0 aos 100 km/h em 7,8s.
Já a proposta mais desportiva, M135 xDrive (anteriormente M135i xDrive), recorre a um motor a gasolina de quatro cilindros com 221 kW (300 cv), e faz os 0 aos 100 km/h em 4,9s.
Por seu lado, os BMW 120d e 118d utilizam ambos um motor Diesel de quatro cilindros. No 120d, a potência é de 120 kW (163 cv) e a aceleração dos 0 aos 100 km/h é cumprida em 7,9s. No 118d, a potência é de 110 kW (150 cv) e a marca dos 0 aos 100 km/h é atingida em 8,3s. Estas motorizações contam com tecnologia de híbrido ligeiro de 48 V.
Quando chega ao mercado?
O início da comercialização do BMW Série 1 2024 está previsto para outubro. Para já, os preços para Portugal ainda não foram divulgados.
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