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A Marinha da Coreia do Sul apresentou oficialmente o Plano Básico para o Desenvolvimento do Submarino de Propulsão Nuclear. Segundo a informação agora divulgada, o futuro submarino nuclear KSS-N deverá ter um deslocamento aproximado de 8.000 toneladas quando navegar à superfície. Esta especificação coloca o projecto sul-coreano numa faixa muito próxima da dos navios da classe Virginia da Marinha dos EUA (USAF).
Na leitura de analistas em Seul, a configuração final deverá manter-se, em linhas gerais, fiel ao modelo à escala mostrado na International Maritime Defense Industry Exhibition (MADEX). Já nessa exibição era possível antecipar que a marinha avançaria com uma plataforma de grande porte para reforçar a frota. Com este programa de elevada tecnologia, a instituição militar pretende actualizar de forma substancial a sua capacidade estratégica.
Dimensões e capacidades da nova plataforma
Durante décadas, a Marinha da Coreia do Sul operou as suas forças submarinas com padrões de deslocamento mais contidos. Porém, a incorporação de um reator nuclear e de armamento pesado obrigou a uma revisão integral do conceito inicial. Os projectistas navais ajustaram o desenho para acomodar sistemas complexos, típicos de embarcações do tipo SSBN.
De acordo com estimativas de especialistas, o KSS-N poderá atingir um deslocamento máximo de 9.000 toneladas a plena carga quando estiver totalmente submerso. Este valor representa uma evolução tecnológica muito significativa face aos submarinos convencionais da classe KSS-III. Actualmente, os navios da classe KSS-III apresentam um deslocamento de 3.700 toneladas em imersão. Assim, a diferença entre ambos os modelos ultrapassará as 5.000 toneladas.
Processos formais e requisitos logísticos
A Marinha da Coreia do Sul já deu início aos procedimentos administrativos para assegurar o cumprimento do calendário de construção. A liderança militar formalizou a apresentação da necessidade operacional junto das entidades reguladoras nacionais. Este procedimento constitui o primeiro passo obrigatório para a validação de novos sistemas de defesa na Coreia do Sul.
Nos próximos trinta dias, o Estado-Maior Conjunto fará uma revisão abrangente do programa de desenvolvimento. Desta avaliação técnica resultarão os requisitos operacionais finais que a indústria naval terá de cumprir com rigor. Em paralelo, as autoridades de Seul procuram garantias internacionais que sustentem o projecto no longo prazo.
O governo sul-coreano iniciou conversações com Washington com o objectivo de assegurar o combustível necessário para os reactores do KSS-N. O tema foi debatido pelos presidentes dos dois países numa recente reunião de cimeira. A Coreia do Sul pretende ainda definir um percurso claro para obter direitos de enriquecimento de urânio e para a gestão de resíduos nucleares.
Justificativa estratégica do programa nuclear
O Plano Básico para o Desenvolvimento do Submarino de Propulsão Nuclear da Marinha da Coreia do Sul assenta em dois pilares principais. O primeiro prende-se com benefícios técnicos evidentes ao nível da autonomia e da velocidade. A propulsão nuclear permitirá que o KSS-N permaneça operacional por períodos muito superiores aos das plataformas convencionais.
Esta permanência prolongada no mar aumentará a capacidade de vigilância sobre as actividades militares da Coreia do Norte. O segundo elemento estratégico surge como resposta directa à evolução tecnológica do país vizinho. A Coreia do Norte também se encontra a desenvolver submarinos de propulsão nuclear. Perante este contexto regional, Seul entende ser indispensável equilibrar a balança do poder militar na península.
Imagens meramente ilustrativas.
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