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Polestar 4: design ousado, tecnologia e eficiência no dia a dia

Carro elétrico branco Polestar 4 em exposição numa sala moderna com janelas amplas e reflexos no chão.

O Polestar 4 é um dos lançamentos mais recentes da marca - e o efeito foi imediato. Em 2025, não só se tornou o modelo Polestar mais vendido, como também foi determinante para um marco inédito no volume global de vendas.

Este bom momento não serviu apenas para firmar a Polestar no universo elétrico premium; ajudou igualmente a sublinhar uma identidade mais autónoma, menos presa a rótulos e mais orientada para soluções próprias. Basta observar o Polestar 4 para se perceber essa intenção.

Com um desenho que foge ao habitual, surge uma pergunta inevitável: será que continua tão prático e versátil no quotidiano como alguns rivais? As respostas estão no vídeo abaixo e nas próximas linhas.

Um «SUV-coupé» que foge aos rótulos

A Polestar descreve o 4 como um «SUV-coupé», mas a verdade é que a silhueta é mais baixa e robusta, com uma presença que se aproxima mais de um Gran Turismo elevado do que de um SUV tradicional.

O pormenor que mais tem dado que falar é a inexistência de óculo traseiro. A escolha continua a dividir opiniões, mas a Polestar aponta benefícios evidentes em aerodinâmica e proporções, permitindo baixar a linha do carro sem comprometer a segurança nem a perceção do que acontece atrás.

Para o provar, a marca não se ficou por uma simples câmara traseira e por um retrovisor digital que “substituísse” o vidro. Equipou o Polestar 4 com um pacote tecnológico impressionante: 13 câmaras no total - “sim, contámos todas” - para assegurar que temos sempre consciência do que nos rodeia.

Interior minimalista do Polestar 4

No interior, o Polestar 4 segue uma filosofia minimalista. A qualidade de materiais e a montagem estão num nível elevado, alinhado com o posicionamento premium. Nada parece colocado por excesso; tudo transmite intenção e cuidado.

A digitalização é marcante, com praticamente todas as informações e funções repartidas por dois ecrãs: um de 10,2″, que assume o papel de painel de instrumentos, e um ecrã central tátil de 15,4″, que concentra a maioria das interações. Em ambos, destacam-se a excelente definição e legibilidade, bem como as cores e a nitidez dos grafismos.

O ecrã central é simples de operar, graças a botões grandes e à opção de personalizar atalhos. Não existem comandos físicos para o ar condicionado nem para abrir o porta-luvas (que pode ser protegido por código), mas a lógica é direta e a informação aparece exatamente onde faz sentido.

As atmosferas interiores inspiradas nos planetas do sistema solar dão personalidade ao ambiente - e tendem a agradar particularmente às crianças -, enquanto o teto panorâmico ajuda a compensar a ausência do óculo traseiro, trazendo mais luz para o habitáculo.

Espaço pensado para viajar

Com uma distância entre eixos generosa de 2,99 metros e um piso totalmente plano, o resultado são boas cotas de habitabilidade, incluindo para o passageiro central na segunda fila.

Ainda assim, percebe-se que o Polestar 4 foi desenhado sobretudo para dois ocupantes atrás viajarem com o máximo conforto. Há muito espaço para as pernas, é possível colocar os pés sob os bancos dianteiros e existe um apoio central útil, com porta-copos e comandos para reclinar o encosto dos bancos.

Atrás, os passageiros contam ainda com uma pequena “central” de entretenimento e conveniência: um ecrã colocado entre os bancos da frente, que permite ajustar a climatização ou aceder ao sistema multimédia.

Na bagageira, a capacidade também é convincente: são anunciados 526 litros, que podem crescer até aos 1536 litros com os bancos traseiros rebatidos. Na frente, há ainda uma pequena bagageira, perfeita para guardar os cabos de carregamento - um detalhe prático que depressa se torna indispensável.

Confortável e eficiente

Em andamento, a ausência do óculo traseiro pede algum tempo de adaptação, tal como o retrovisor digital. No entanto, em manobras mais apertadas, a visibilidade pode mesmo superar a de um vidro convencional, graças às várias câmaras distribuídas pelo veículo.

Conduzimos o Polestar 4 Single Motor, com tração traseira e 200 kW (272 cv). Não é um carro para procurar sensações de desportivo, mas os 0 aos 100 km/h em 7,1s são rápidos e mais do que suficientes para um uso diário confortável e sem esforço.

Para quem quer mais desempenho, existe o Polestar 4 Dual Motor, que acrescenta um motor elétrico no eixo dianteiro - passando a oferecer tração integral - e eleva a potência para 400 kW (544 cv). E isso sente-se de imediato, com os 3,8s dos 0 aos 100 km/h a confirmarem a capacidade de nos “colar” ao banco.

Nas duas variantes, a bateria é de 100 kWh (93 kWh úteis), com autonomias até 620 km no Single Motor e de 590 km no Dual Motor. São números que permitem encarar viagens longas com outra tranquilidade. E, quando é necessário parar, o Polestar 4 anuncia até 200 kW em corrente contínua (DC), o que possibilita ir dos 10% aos 80% de carga em cerca de 30 minutos. Em corrente alternada AC, a potência também é elevada, até 22 kW.

Depois de muitos quilómetros, fica claro que o Polestar 4 aposta num equilíbrio bem conseguido - do conforto à autonomia, passando por uma integração tecnológica competente. Também se torna evidente que a versão Single Motor é, no conjunto, a escolha mais fácil de recomendar.

Condições especiais

Em Portugal, o Polestar 4 está disponível com preços a partir de 53 900 euros no Single Motor Long Range. Já o Dual Motor Long Range começa nos 67 200 euros. Estes valores mantêm-se até fevereiro de 2026 ao abrigo de condições especiais.

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