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Governo israelita nega munições reais na interceção da Flotilha Global Sumud rumo à Faixa de Gaza

Homens com coletes salva-vidas num barco, fotografando e filmando, com bandeira da Palestina e navio ao longe no mar.

Interceção da Flotilha Global Sumud rumo à Faixa de Gaza

As Forças Armadas de Israel deram por terminada, esta terça-feira, a interceção dos derradeiros barcos da flotilha humanitária, após dois dias de operações dirigidas a cerca de 50 embarcações que procuravam alcançar a Faixa de Gaza com mais de 400 ativistas a bordo.

A última embarcação, o veleiro "Sirius", foi intercetada no início da tarde. Os ativistas deverão ser encaminhados para um porto israelita - provavelmente Ashdod, no sul do país - para dar início ao processo de repatriamento.

Israel nega uso de munições reais e diz que não houve feridos

O Governo israelita rejeitou, esta terça-feira, ter recorrido a munições reais durante a interceção das embarcações da Flotilha Global Sumud que seguiam em direção ao enclave palestiniano, indicando ainda que nenhum ativista ficou ferido nas abordagens militares.

"Em nenhum momento foram disparadas munições reais. Após vários avisos, foram utilizados meios não letais contra a embarcação - não contra os manifestantes - como forma de aviso. Nenhum manifestante ficou ferido durante o incidente", declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita, Oren Marmorstein, na rede X, acompanhando a publicação com uma foto de um veleiro e uma notícia que referia disparos contra dois barcos.

Relatos da flotilha e pedido de investigação por Itália

A intervenção do porta-voz da diplomacia israelita surgiu depois de a Flotilha Global Sumud ter denunciado que várias das suas embarcações tinham sido alvejadas - alegadamente por forças israelitas - durante as operações de interceção, embora não tenha ficado claro que tipo de munições terá sido usado.

"Foram claramente efetuados disparos contra o 'Girolama'. Mais detalhes em breve", escreveu a organização numa mensagem difundida nas redes sociais, acompanhada por um vídeo em que se vê a embarcação a ser intercetada.

De acordo com a plataforma da flotilha, pelo menos cinco embarcações terão sido alvo de disparos, algumas esta terça-feira e outras em interceções ocorridas no dia anterior, sem que tenham sido avançados pormenores adicionais sobre os episódios.

Entretanto, a organização publicou, na sua conta em turco, que uma lancha de patrulha israelita abalroou o veleiro "Sirius", uma das embarcações que tentava chegar ao enclave palestiniano.

"Uma embarcação da Marinha israelita tentou parar o 'Sirius', uma das nossas duas últimas embarcações. Depois de criar ondas artificiais, lançou água pressurizada e, em seguida, abalroou a popa", descreve a mensagem.

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, Antonio Tajani, solicitou uma investigação urgente sobre "o uso da força pelas autoridades israelitas", na sequência de relatos de ativistas italianos que apontam para a utilização de balas de borracha contra as embarcações, segundo um comunicado da diplomacia de Roma.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, elogiou na segunda-feira o "trabalho excecional" da Marinha na interceção de embarcações, sustentando que o objetivo passava por quebrar o isolamento dos "terroristas do Hamas", o grupo islamita palestiniano que atacou Israel em 2023, desencadeando a guerra na Faixa de Gaza.

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