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B-21 Raider acelera ensaios em voo e reforça planos da USAF, diz a Northrop Grumman

Dois pilotos militares a caminhar ao lado de um avião furtivo moderno numa base aérea.
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Depois de, há cerca de um mês, terem sido divulgadas imagens de reabastecimento em voo, o novo bombardeiro furtivo B-21 Raider continua a progredir na sua campanha de ensaios, ao mesmo tempo que a Northrop Grumman e a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) aceleram os trabalhos para consolidar o futuro pilar estratégico da dissuasão norte-americana. Neste contexto, a empresa comunicou recentemente que o programa concluiu um plano de testes originalmente previsto para 180 dias em apenas 73 jornadas, tendo ainda atingido metade das missões planeadas e garantido contratos avaliados em 11.800 milhões de dólares.

Num comunicado oficial, a Northrop Grumman afirmou que a Força de Ensaios Combinados do B-21 Raider e a Força Aérea dos EUA “estão a demonstrar como a velocidade e o propósito impulsionam o futuro da dissuasão estratégica dos EUA.” Este avanço nos testes constitui um dos marcos mais relevantes do programa desde a apresentação pública da aeronave, uma vez que procura validar tanto o desempenho em voo como os sistemas associados ao novo bombardeiro furtivo de sexta geração.

Campanha de ensaios do B-21 Raider: marcos e validação de capacidades

A evolução das provas tem como foco confirmar as capacidades de voo e, em paralelo, aferir o funcionamento dos sistemas que suportam o B-21 Raider enquanto plataforma de nova geração. O cumprimento antecipado do plano de testes - de 180 para 73 dias - é apresentado pela empresa como um indicador do ritmo a que o programa está a ser conduzido, ao mesmo tempo que as missões realizadas já totalizam metade do volume inicialmente previsto.

Avanços e projecções sobre o B-21 Raider

Estes progressos decorrem em simultâneo com a etapa final de produção das primeiras aeronaves destinadas à USAF. Em fevereiro, a Northrop Grumman tinha confirmado que espera entregar o primeiro B-21 Raider operacional em 2027 à Base Aérea de Ellsworth, no estado de Dakota do Sul. A companhia acrescentou ainda que a aeronave continua a cumprir diferentes testes no solo e em voo a partir das suas instalações em Palmdale, Califórnia, no âmbito do processo que antecede a entrada formal ao serviço.

Produção e reforço da capacidade industrial: até 145 B-21 Raider adicionais

A aceleração do programa também se reflecte nos planos mais recentes do Pentágono para aumentar o ritmo de fabrico dos bombardeiros. Em março, tornou-se público que a Força Aérea dos EUA está a avaliar a activação de uma segunda linha de produção, com o objectivo de participar na construção de até 145 B-21 Raider adicionais - uma decisão associada à necessidade de expandir rapidamente a futura frota estratégica.

Esta iniciativa veio a lume poucas semanas depois de o Departamento de Defesa ter fechado um acordo com a Northrop Grumman superior a 4.500 milhões de dólares, orientado precisamente para ampliar a capacidade industrial do programa.

Indo-Pacífico, China e requisitos de força: o que defende o Instituto Mitchell

O interesse crescente em acelerar a produção do B-21 Raider também é atribuído à degradação do ambiente estratégico no Indo-Pacífico e às avaliações sobre a possibilidade de um conflito com a China. Um relatório divulgado recentemente pelo Instituto Mitchell de Estudos Aeroespaciais da Associação da Força Aérea (AFA) defendeu que a USAF deveria integrar pelo menos 200 bombardeiros B-21 e 300 caças de sexta geração F-47 para responder de forma eficaz a um potencial cenário de guerra na região.

O estudo, com o título “Ataque estratégico: manter a capacidade da Força Aérea para negar santuários inimigos”, foi elaborado por Heather Penney e pelo coronel reformado Mark A. Gunzinger. De acordo com o documento, a combinação de bombardeiros B-21 Raider e caças F-47 permitiria penetrar o espaço aéreo chinês e operar “de dentro para fora”, atingindo bases aéreas e infra-estruturas críticas localizadas em território continental. Na perspectiva dos autores, esta aptidão seria determinante para sustentar operações prolongadas e reduzir a capacidade da China de efectuar ataques aéreos e com mísseis, sobretudo num cenário associado a Taiwan.

Neste quadro, o B-21 Raider afirma-se como um dos programas prioritários na modernização da capacidade de ataque estratégico dos Estados Unidos. Além de substituir gradualmente parte da actual frota de bombardeiros B-1B Lancer e B-2 Spirit, a nova aeronave foi concebida para actuar em ambientes fortemente disputados, integrando tecnologias furtivas avançadas e sistemas de longo alcance destinados a assegurar capacidade de penetração perante defesas aéreas modernas.

Imagens meramente ilustrativas.

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