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Alegado ataque ucraniano em Kronstadt
A Ucrânia declarou ter atingido durante a noite uma corveta Projeto 20380 da Marinha Russa na base naval de Kronstadt, no golfo da Finlândia. De acordo com dados preliminares divulgados em Kiev, o navio visado terá sido a Boykiy, da classe Steregushchiy, integrada na Frota do Báltico, havendo indicação de um incêndio relevante a bordo, ainda por confirmar e avaliar.
Até ao momento, a informação deve ser encarada com prudência: não existe validação independente sobre a dimensão dos estragos nem sobre o estado operacional posterior da corveta, que alegadamente se encontrava em dique seco quando ocorreu o ataque. O comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert Brovdi, partilhou imagens que, segundo as autoridades ucranianas, mostram pelo menos dois drones ucranianos a embater no navio.
Importância de Kronstadt no golfo da Finlândia
A selecção de Kronstadt como alvo tem peso operacional e simbólico. Situada na ilha de Kotlin, a base é um dos mais importantes enclaves históricos da Marinha Russa no Báltico e desempenha um papel estratégico na protecção de São Petersburgo e no apoio às operações navais russas no golfo da Finlândia. Este episódio enquadra-se numa nova vaga de acções ucranianas de longo alcance contra alvos militares russos, apresentada como resposta aos recentes bombardeamentos conduzidos por Moscovo.
Corveta Boykiy (Projeto 20380, classe Steregushchiy)
A Boykiy, com o número de amura 532, foi construída no estaleiro Severnaya Verf, em São Petersburgo. A corveta foi lançada ao mar em 2011, entrou ao serviço em 2013 e foi atribuída à Frota do Báltico. Trata-se de uma unidade pensada para missões multipropósito em zonas litorais e mares próximos, incluindo guerra antissuperfície, guerra antissubmarina, defesa aérea limitada, patrulha e escolta.
Características e emprego operacional
As corvetas do Projeto 20380, da classe Steregushchiy, deslocam cerca de 2.100 a 2.200 toneladas, têm aproximadamente 104 metros de comprimento, atingem uma velocidade próxima de 27 nós e dispõem de uma autonomia estimada em cerca de 4.000 milhas náuticas, dependendo da configuração de cada navio. A classe foi desenhada para oferecer maior furtividade relativa, sensores modernos e a capacidade de actuar em ambientes costeiros com elevada densidade operacional.
Armamento e impacto potencial
No que respeita ao armamento, estas corvetas podem ser equipadas com um canhão naval A-190 de 100 mm, mísseis antinavio 3M24 Uran/Kh-35, o sistema de defesa aérea Redut nas versões mais recentes, o sistema antitorpedo Paket-NK, artilharia de defesa de proximidade e a capacidade de operar um helicóptero Ka-27 a partir do convés e do hangar. Caso se venha a confirmar que os danos na Boykiy foram significativos, o incidente representará mais um revés para a capacidade de superfície russa no Báltico.
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