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Entrada ao serviço do HMAS Eyre
A Marinha Real Australiana deu continuidade ao seu processo de modernização naval com a incorporação do HMAS Eyre, o segundo navio da classe Arafura a entrar ao serviço. A cerimónia de incorporação teve lugar a 30 de maio, na base naval HMAS Stirling, assinalando mais um passo na substituição progressiva dos patrulheiros da classe Armidale.
A operacionalização do HMAS Eyre surge após a entrada ao serviço do HMAS Arafura, a primeira unidade desta nova classe, incorporada no ano anterior. Em conjunto, ambos traduzem a fase inicial de um programa mais vasto destinado a reforçar as capacidades australianas de vigilância marítima, patrulha oceânica e interdição nas suas extensas áreas marítimas.
Durante a cerimónia, o vice-almirante Mark Hammond, chefe da Marinha Real Australiana, sublinhou a importância estratégica desta plataforma. Na sua avaliação, o navio reforça a segurança marítima nacional ao aumentar a capacidade de proteger as linhas de comunicação marítimas e ao contribuir para a estabilidade regional. “A entrada em serviço do HMAS Eyre reforça a segurança marítima da nossa nação, proporcionando à nossa Marinha a capacidade de proteger as rotas marítimas da Austrália e contribuindo para a estabilidade na nossa região (…) O HMAS Eyre realizará missões de vigilância e interdição marítima e foi construído especificamente para embarcar sistemas de missão em contêineres como parte de uma capacidade integrada. Estou ansioso para ver estes seis navios versáteis nas mãos dos nossos habilidosos marinheiros da Real Marinha Australiana.”
Programa da classe Arafura e substituição da classe Armidale
Construção e estratégia industrial
O HMAS Eyre foi construído no estaleiro de Osborne, no estado da Austrália do Sul, actualmente operado pela Civmec Defence Industries após a aquisição da Luerssen Australia, empresa inicialmente responsável pelo contrato do programa Arafura, assinado em 2017. O projecto enquadra-se no esforço australiano para renovar a sua frota de patrulha costeira e oceânica.
Segundo o governo australiano, as unidades remanescentes da classe estão a ser construídas no estaleiro de Henderson, na Austrália Ocidental, num modelo que reparte a produção por diferentes pólos industriais do país e fortalece a base naval doméstica.
O programa já avança para as suas fases finais de construção, incluindo o HMAS Carpentaria, sexto navio da classe, cuja produção começou formalmente com a cerimónia de colocação da quilha em agosto de 2025. Esta unidade deverá fechar a série actualmente prevista e operará em conjunto com embarcações da classe Evolved Cape em missões de patrulha e vigilância costeira. Entre as outras unidades planeadas contam-se o HMAS Pilbara, HMAS Gippsland e HMAS Illawarra.
Características da classe Arafura
Os patrulheiros oceânicos da classe Arafura têm cerca de 80 metros de comprimento e 13 metros de boca, com uma guarnição aproximada de 40 militares. Conseguem atingir velocidades até 20 nós e apresentam autonomia até 4.000 milhas náuticas, sendo propulsionados por dois motores diesel de 4.250 kW.
No armamento, cada unidade dispõe de um canhão de 25 mm e de duas metralhadoras calibre .50, além de capacidade para operar uma embarcação insuflável rígida Boomeranger C 1100 de 10,5 metros, lançada pela popa, o que aumenta a flexibilidade em operações de inspecção, abordagem e patrulha marítima.
Com a entrada ao serviço do HMAS Eyre, a Austrália consolida mais um passo na modernização da sua frota de patrulha oceânica, reforçando a capacidade de vigilância e a presença marítima num ambiente estratégico cada vez mais dinâmico.
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