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Videoconferência com os contingentes no Líbano e no Corno de África
A Ministra da Defesa de Espanha, Margarita Robles, realizou uma videoconferência com os comandantes das Forças Armadas destacados no Líbano e na região do Corno de África, sublinhando o trabalho desenvolvido pelas unidades num contexto marcado por cenários de instabilidade internacional. A reunião virtual contou com os responsáveis da Brigada Líbano XLV (BRILIB XLV), integrada na Força Provisória das Nações Unidas no Líbano, bem como com os comandos das fragatas “Canarias” (F-86) e “Numancia” (F-83) - enquadradas na Operação “Atalanta” - e ainda do destacamento aéreo táctico “Orión”, instalado no Djibuti.
Durante o encontro, Robles afirmou: “Os conflitos continuam a tornar necessário o trabalho das nossas Forças Armadas para preservar a paz e a segurança”. Neste momento, as Forças Armadas espanholas, em conjunto com pessoal civil, participam em mais de 15 missões externas no âmbito das Nações Unidas (ONU), da OTAN e da União Europeia, estando presentes em quatro continentes através do destacamento de 4000 efectivos.
UNIFIL/FPNUL e a Operação “Libre Hidalgo” no Líbano
No quadro da ONU, Espanha integra a Força Provisória das Nações Unidas no Líbano (FPNUL/UNIFIL) desde 2006, no âmbito da Operação “Libre Hidalgo”, após a aprovação da Resolução 1701, que reforçou a presença dos capacetes azuis na região. O contingente espanhol é composto por cerca de 660 militares, dedicados à vigilância permanente da linha de separação entre o Líbano e Israel; cabe-lhes efectuar patrulhas apeadas e motorizadas e desenvolver várias actividades em coordenação com as Forças Armadas Libanesas (LAF, na sigla em inglês), para dar cumprimento ao mandato e à referida Resolução.
O dispositivo da FPNUL está organizado nos Sectores Oeste e Este, sendo este último - a Brigada Multinacional Este - comandado por Espanha. Em paralelo, militares do Exército de Terra espanhol encontram-se colocados no Quartel-General da missão em Naquora. Espanha é o terceiro país com maior contribuição de efectivos militares ou policiais para a força, atrás de Itália e da Indonésia.
Robles dialogou com o General de Brigada Antonio Ortiz, comandante do Mando de Tropas de Montaña “Roncesvalles” e chefe da BRILIB XLV, contingente que assumiu a liderança do Sector Este no início de maio. O General de Brigada Ortiz garantiu que: “O cenário pode ser incerto, mas a situação não é preocupante para nós. O pessoal está muito comprometido e motivado”.
Operação “Atalanta” e presença espanhola no Djibuti
No âmbito da União Europeia, a Operação “Atalanta” concentra os esforços dos Estados-membros no combate à pirataria e na protecção do tráfego marítimo no oeste do Oceano Índico. A Força Naval da União Europeia (EUNAVFOR) realiza patrulhas no Golfo de Áden e áreas adjacentes, abrangendo a bacia somali, o Mar Vermelho, o Golfo de Suez e o Golfo de Aqaba.
Espanha participa activamente com um valor próximo de 350 militares e com meios aeronavais, incluindo o Destacamento Aéreo Táctico “Orión” e elementos da Unidade de Apoio Logístico à Operação no Djibuti, o Quartel-General da Operação (OHQ) na Base Naval de Rota - desde março de 2019 -, Oficiais de Ligação na Somália, no Barém, na Bélgica e nas Ilhas Seicheles, além de fragatas ou outros navios de guerra e equipas de operações especiais.
A responsável pela Defesa espanhola realçou a relevância das missões de segurança marítima da União na região vizinha, frisando que “esta missão continua a ser totalmente necessária para a União Europeia, uma vez que o aumento destes incidentes demonstra que a pirataria não está erradicada”. Em fevereiro deste ano, a fragata “Canarias” (F-86) realizou a sua primeira patrulha no âmbito da Operação “Atalanta”, na sequência do rendição da fragata “Victoria” (F-82), que participava na missão desde o final do ano 2025.
Outras operações externas: OTAN na Eslováquia e missão da ONU na Colômbia
No que diz respeito a outras operações no exterior, integradas em missões de dissuasão e defesa, Espanha comanda a Brigada Multinacional na Eslováquia da OTAN (MN BDE SVK) como país-quadro desde julho de 2024. Em simultâneo, contribui de forma activa para os grupos de combate na Letónia e na Roménia com pessoal e meios militares terrestres e aéreos, com o objectivo de consolidar uma presença avançada reforçada (eFP) de natureza defensiva no flanco leste do território aliado.
Desde 2016, Espanha iniciou também o destacamento de oito (8) observadores na Colômbia, incluindo Oficiais das Forças Armadas e da Guarda Civil, no âmbito do cumprimento da Missão de Verificação das Nações Unidas na Colômbia (UNVMC).
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