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Vila Real investe 32 mil euros em 125 câmaras de videovigilância florestal com a Polícia Judiciária

Dois polícias em uniforme observam mapa com marcações vermelhas e monitor com imagens em estação móvel de vigilância.

Protocolo entre Vila Real e a Polícia Judiciária

A Câmara Municipal de Vila Real e a Polícia Judiciária (PJ) formalizaram, esta sexta-feira, Dia Mundial do Ambiente, um protocolo de cooperação enquadrado no Programa de Redução do Número de Ignições em Espaço Rural. Pelo acordo, o município compromete-se a disponibilizar 125 câmaras de videovigilância florestal, a instalar em 25 locais do concelho considerados prioritários, num investimento estimado em cerca de 32 mil euros.

Na assinatura, o presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios, defendeu que a iniciativa constitui "um passo concreto no reforço da prevenção dos incêndios rurais e na redução do número de ignições no concelho".

Videovigilância florestal para a redução do número de ignições

O autarca lembrou que Vila Real é um território com forte expressão de mancha florestal, áreas agrícolas e zonas naturais, destacando as serras do Marão e do Alvão, que considera serem "parte essencial da identidade do território". Nesse sentido, sustentou que prevenir incêndios não é apenas uma questão ambiental, mas também uma matéria de segurança pública.

As câmaras serão utilizadas no âmbito da intervenção do Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições em Espaço Rural - Zona Norte, estrutura que reúne a Polícia Judiciária, a Guarda Nacional Republicana e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Em nome desse grupo, o protocolo foi assinado pelo inspetor da PJ Carlos Fonseca.

Localização das câmaras mantida em sigilo

A instalação dos equipamentos terá localização confidencial, ficando essa informação reservada às entidades com competência na matéria. Alexandre Favaios explicou que "nem o próprio município saberá onde ficarão instaladas as câmaras", de forma a "garantir a eficácia da medida, proteger a investigação e prevenir comportamentos dolosos ou negligentes".

Segundo o presidente da Câmara, a medida procura "reduzir o número de ignições, apoiar a investigação criminal, identificar comportamentos de risco e responsabilizar quem coloque em perigo vidas, bens e património natural".

O autarca voltou ainda a sublinhar que a prevenção de incêndios rurais exige "planeamento, limpeza, vigilância, sensibilização, fiscalização e cooperação entre entidades", acrescentando, no entanto, que a tecnologia tenderá a assumir um peso crescente numa resposta "moderna, preventiva e coordenada".

Contexto: incêndios no verão de 2025 e compromisso ambiental

A formalização do protocolo acontece na sequência de um verão de 2025 marcado por vários incêndios no concelho de Vila Real, incluindo um de grandes dimensões que consumiu cerca de seis mil hectares, parte dos quais no Parque Natural do Alvão.

No Dia Mundial do Ambiente, o município reiterou também a ambição de afirmar Vila Real como um território de natureza, sustentabilidade e biodiversidade.

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