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Entrega da Nagara (FFM-10) e cerimónia em Nagasaki
A Força Marítima de Autodefesa do Japão (JMSDF) está prestes a acrescentar mais uma unidade à sua frota de fragatas furtivas da classe Mogami. A entrega oficial da nova Nagara (FFM-10) está agendada para 29 de junho, numa cerimónia a realizar nas instalações do estaleiro da Mitsubishi Heavy Industries (MHI), na cidade de Nagasaki.
De acordo com o construtor naval japonês, o programa da cerimónia contemplará tanto o acto formal de entrega do navio como a subsequente entrega da bandeira de guerra (pavilhão), passo que assinala, de forma oficial, a entrada do navio ao serviço activo no seio da JMSDF. Estarão presentes responsáveis da Mitsubishi Heavy Industries e representantes da Força Marítima de Autodefesa.
A Nagara é a décima unidade da classe Mogami e foi lançada ao mar em dezembro de 2024. O seu nome deriva do rio homónimo, um dos principais cursos de água do Japão, que atravessa as províncias de Gifu, Aichi e Mie, mantendo a tradição japonesa de atribuir nomes de rios a este tipo de navios de escolta.
A integração desta nova fragata acontece poucas semanas depois de a JMSDF ter recebido a Yahagi (FFM-12), a nona unidade da série, preservando o ritmo consistente de entregas do programa. Desenvolvidas para substituir de forma gradual escoltas mais antigas e para elevar a disponibilidade operacional da frota, as fragatas da classe Mogami passaram a ser um dos principais pilares da modernização naval japonesa.
Classe Mogami: dimensões, furtividade e automação
Com um deslocamento aproximado de 5.500 toneladas e um comprimento de cerca de 133 metros, os navios desta classe distinguem-se pela integração de um design furtivo, por um elevado grau de automação dos sistemas e por uma tripulação mais reduzida face a gerações anteriores de escoltas japonesas. Segundo o fabricante, estas opções permitem optimizar os recursos humanos, ao mesmo tempo que aumentam a capacidade de emprego da força.
Missões e sistemas a bordo das fragatas Mogami
No plano operacional, as fragatas da classe Mogami foram concebidas para cumprir uma vasta gama de missões, incluindo guerra antissuperfície, guerra antissubmarina, vigilância marítima, protecção de rotas de navegação e operações de resposta a catástrofes. Além disso, dispõem de sistemas de lançamento vertical, sonar, veículos aéreos não tripulados e de um hangar com capacidade para operar helicópteros embarcados.
Próximos passos: fim da série e “Mogami Melhoradas”
A entrega da Nagara assinala igualmente um dos últimos marcos da configuração padrão da classe. Em dezembro de 2025 foi lançada a última das doze fragatas inicialmente previstas neste desenho, baptizada JS Yoshii (12), enquanto o Japão já avançou para uma nova etapa com o desenvolvimento das chamadas “Mogami Melhoradas”, uma evolução do conceito original que irá incorporar maiores capacidades de combate, sistemas de sensores mais avançados e um poder de fogo superior.
Neste enquadramento, ao longo de 2025 o Ministério da Defesa japonês adjudicou à Mitsubishi Heavy Industries a construção das duas primeiras unidades desta nova variante, orientada para reforçar as capacidades da JMSDF num cenário regional marcado pelo aumento da actividade naval da China, da Coreia do Norte e da Rússia. A futura entrada ao serviço destas fragatas permitirá ao Japão expandir ainda mais a sua capacidade de vigilância e controlo dos espaços marítimos de interesse estratégico.
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