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F-35B Lightning II e os porta-aviões classe Queen Elizabeth
O Reino Unido deu por concluída a fase inicial de aquisição dos caças furtivos F-35B Lightning II, destinados a assegurar a capacidade aeronaval dos porta-aviões da classe Queen Elizabeth. Com a chegada dos exemplares BK43 e BK45 à RAF Marham, a frota britânica passou a contar com 47 aeronaves operacionais, consolidando a primeira etapa de um programa considerado central para a Força Aérea Real e para a Marinha Real Britânica.
Actualmente, os F-35B constituem o pilar da aviação embarcada britânica de quinta geração, operando tanto a partir de bases em terra como dos porta-aviões HMS Queen Elizabeth e HMS Prince of Wales. A versão STOVL permite descolagens curtas e aterragens verticais, eliminando a necessidade de catapultas e cabos de paragem, ao mesmo tempo que alia baixa observabilidade, sensores integrados e elevada capacidade de partilha de dados em operações conjuntas da NATO.
RAF Marham e os principais esquadrões
A RAF Marham continua a ser o centro nevrálgico do programa no Reino Unido, acolhendo a ala britânica de F-35 Lightning e os seus principais esquadrões. O Esquadrão Nº 207 assume a conversão operacional e a formação de pilotos e de pessoal técnico, enquanto o 617 Squadron “Dambusters” e o 809 Naval Air Squadron reúnem a capacidade de primeira linha para operações embarcadas e em terra.
Próximas aquisições, Block 4 e o debate sobre a frota
O fecho desta fase acontece numa altura em que Londres ainda tem de definir o ritmo das próximas compras. Apesar de o objectivo histórico do programa britânico apontar para até 138 aeronaves, apenas 74 unidades foram formalmente confirmadas até ao momento. Analistas locais indicam que o governo deverá clarificar o calendário de entregas futuras no novo Plano de Investimento em Defesa, sobretudo tendo em conta os atrasos do padrão Block 4, considerado essencial para integrar novos armamentos, sensores e melhorias de software.
A discussão ganhou também maior peso após sinais de que o Reino Unido pondera aumentar a sua massa de combate furtiva, mantendo uma força combinada com os Eurofighter Typhoon. Em paralelo, Londres prevê incorporar 12 F-35A para missões de dissuasão nuclear no âmbito da NATO, com eventual emprego de bombas B61 norte-americanas sob controlo e custódia dos Estados Unidos.
Entre a prontidão dos F-35B e o futuro GCAP
Com os F-35B já estabilizados nos porta-aviões da classe Queen Elizabeth e com o desenvolvimento do futuro caça GCAP em conjunto com Itália e Japão, o Reino Unido procura equilibrar prontidão imediata, modernização de longo prazo e presença aeronaval expedicionária. A etapa inicial encerrada em Marham confirma a maturidade operacional do vector, mas expõe igualmente a necessidade de novas decisões sobre escala, custos e capacidades futuras da frota.
Imagens utilizadas a título ilustrativo.
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