Ataques russos atingem Zaporijia e Dnipropetrovsk
A Ucrânia e a Rússia declararam, este domingo, ter conseguido resultados nas respetivas ações de ataque e de defesa. Do lado ucraniano, registaram-se vítimas, numa altura em que se aproxima uma nova reunião europeia dedicada ao financiamento de equipamento militar para Kiev.
Segundo as autoridades regionais, citadas pela agência espanhola EFE, uma vaga de ataques russos contra as regiões de Dnipropetrovsk e Zaporijia, no sudeste do país, provocou pelo menos dois mortos.
O responsável pela administração militar de Zaporijia, Ivan Fedorov, indicou que, nas últimas 24 horas, foram contabilizados 967 ataques russos contra 51 povoações, causando um morto e 25 feridos.
As autoridades receberam ainda 165 relatos de estragos em infraestruturas, edifícios habitacionais e veículos.
De manhã, a cidade de Zaporijia foi alvo de um ataque e ficou parcialmente privada de eletricidade.
Em Dnipropetrovsk, o chefe da administração regional, Oleksandr Hanzha, referiu que ocorreram 20 ataques com drones e bombas, dos quais resultaram um morto e um ferido.
Operações com drones e bombas FAB-500: versões de Moscovo
Do lado russo, foi comunicado que as forças aeroespaciais recorreram a bombas FAB-500 para atingir com êxito pontos de destacamento temporário e um centro de controlo de drones das forças ucranianas nas regiões de Dnipropetrovsk e Kherson.
Moscovo afirmou também que, durante a noite, as defesas antiaéreas abateram 95 drones em 11 regiões russas e na península da Crimeia, anexada.
De acordo com a mesma informação, os aparelhos não tripulados tentaram atingir alvos na região de Moscovo, nas zonas fronteiriças de Belgorod, Bryansk e Kursk, bem como em Krasnodar, no sul.
A Ucrânia já tinha, por sua vez, atacado o território russo com mais de 700 drones entre a tarde de sexta-feira e as 20:00 de sábado, o último dia do Fórum Económico Internacional de São Petersburgo.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reconheceu que este ataque foi uma resposta à recusa do Presidente russo, Vladimir Putin, em aceitar uma proposta para travar a guerra e avançar para negociações diretas.
As potências europeias apoiaram a proposta apresentada por Kiev e, em simultâneo, criticaram a persistência de Putin em não decretar um cessar-fogo.
UE discute em Nicósia 6,6 mil milhões de euros para equipamento militar
Na União Europeia (UE), os ministros da Defesa reúnem-se na segunda-feira, em Nicósia, para analisarem os 6,6 mil milhões de euros que continuam bloqueados para cofinanciar o envio de material para a Ucrânia.
Em causa está equipamento de defesa letal e não letal que os Estados-membros da UE têm fornecido à Ucrânia desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.
De acordo com a EFE, os ministros deverão também usar a reunião informal para abordar a liberdade de navegação e os riscos associados à frota fantasma russa.
A verba, proveniente do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, mantém-se congelada devido ao veto do anterior Governo da Hungria, liderado pelo ultranacionalista Viktor Orbán, próximo de Putin.
Apesar da nova posição do Governo liderado pelo conservador Péter Magyar, a porta-voz dos Negócios Estrangeiros da UE, Anitta Hipper, admitiu esta semana que continuavam a decorrer "numerosas conversações" para garantir a unanimidade necessária ao desembolso da verba.
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